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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

O poder econômico nas eleições, ah, sempre o poder econômico!

Não é novidade pra ninguém que o poder econômico sempre andou junto do poder político neste país e, certamente em alhures. O caso da cassação da prefeita eleita de Mossoró, segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, Claudia Regina (DEM), sob a alegação de que teria usado do poder econômico para se eleger não é nenhuma novidade. Ainda na campanha eleitoral se falava nisso, inclusive, com o governo do estado intervindo maciçamente no processo eleitoral a seu favor.

Ocorre que, como já disse, isso não é novidade nenhuma nas terras de Poty. Alguns anos atrás a então governadora Wilma de Faria (PSB), hoje vice-prefeita de Natal, candidata a reeleição contra o então senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), hoje senador licenciado e ministro da Previdência, usou e abusou do poder econômico para se reeleger em segundo turno, o que acabou acontecendo. Garibaldi, inclusive, na época, foi aconselhado a entrar com uma ação na Justiça eleitoral, mas preferiu não recorrer ao tapetão.

Me refiro a este fato apenas para dizer que quando se trata do governo do estado e de Natal, sua capital, as decisões na Justiça eleitoral não costumam corresponder a expectativa do eleitor. Por que será? Algo me diz que existem dois pesos e duas medidas. Não que esteja aqui querendo um argumento para defender Claudia Regina de ter supostamente usado o poder econômico para se eleger prefeita de Mossoró. Longe disso. Apenas acho estranho que decisões como estas sejam rápidas e eficazes quando se trata de uma prefeitura do interior, mesmo sendo esta prefeitura da segunda maior cidade do estado.

Fato é que o poder econômico, diria, é primo legítimo do poder político. Isso só mudaria se houvesse uma Reforma Política séria neste país, que aliás, reforma esta que está para ser colocada em pauta, segundo o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Resta saber se a reforma será ampla, geral e irrestrita ou apenas um arremedo.

No dia em que acontecer de um político de renome ser afastado do cargo por abuso de poder econômico no Rio Grande do Norte, e quando falo de político de renome falo dos caciques papa-jerimum, aí direi, certamente, que a coisa é pra valer e não apenas pra inglês ver.

De resto, aguardemos o resultado do processo de cassação pela Justiça eleitoral ou não da prefeita de Mossoró Claudia Regina. A conferir!

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2 Responses to Editorial

  1. Heltron Xavier disse:

    O Poder Político é indissociável do Poder Econômico no Brasil e no mundo. Há quase 200 anos atrás inventamos o voto da Mandioca no que seria a tentativa de primeira constituição do Brasil. Sempre foi assim e não conseguimos separar salvo por raras candidaturas e talvez não haja outro jeito.

    A questão central subjetiva é quando o Poder Judiciário está comprometido de fato Politicamente e Econômicamente.
    Sim, enquanto os Governadores indicarem nomes para os Tribunais e Controladoria e o mais; Enquanto passar pelo crivo do Governador o aumento do salário do Judiciário;a nossa democracia estará contaminada e ameaçada.

    Impressiona no caso o rápido julgamento da ação e não a ação propriamente dita.

    • Carlos A. Barbosa disse:

      Muito bom dia, Heltron. Concordo em gênero e grau com o que você diz. Realmente é questionável a indicação de membros para os tribunais de Justiça e de Contas pelos governantes. Isso, aliás, já foi motivo de um outro Editorial meu aqui neste espaço. Veja clicando no link https://blogdobarbosa.jor.br/novo/?p=71838

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