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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O povo gosta mesmo de circo e pão
Não faz muito tempo Alves e Maia pregaram o fim do radicalismo na política potiguar. Balela. Essa proposta só serviu para unir as duas famílias na política papa-jerimum. E mais nada. Todos sabem que Garibaldi Alves Filho e José Agripino Maia, as duas principais lideranças do estado – o primeiro ministro da Previdência e o segundo presidente nacional do DEM – detestam a ex-governadora Wilma de Faria. Isso por si só já favorece um clima de radicalismo entre Alves/Maia e Faria, no caso Wilma de Faria.
Mas ao apagar das luzes de 2011 o radicalismo na política papa-jerimum deu sinais de sua vitalidade. Uma declaração de José Agripino à Agência Estado dizendo que o PSD de Gilberto Kassab representado no RN pelo vice-governador Robinson Faria não tem história sugerindo “eles pra lá e nós pra cá” , já motivou trocas de farpas.
Disse Robinson:
– Essa conversa de eles pra lá e nós pra ca´parece samba-enredo da escola da arrogância e da soberba.
Deputado Fábio Faria, filho de Robinson, idem:
– Quem é ele . Eu não gostaria de ter uma briografia política como a do senador José Agripino, forjada no serviço à ditadura militar.
O líder do PSD na Assembleia Legislativa, deputado José Dias, foi taxativo:
– Agripino deveria vestir verde-oliva.
Portanto, se conclui que o fim do radicalismo na política potiguar só é pregado quando se convém. Do contrário, o disse-me-disse vai continuar alimentando a crônica política local. Mas como o povo gosta de circo e pão, tá aí uma boa pauta para se enfrentar a entressafra de notícias que normalmente ocorre em todo início de ano. Vamos alimentar o radicalismo, gente! Quando se terá a réplica de Agripino Maia? A conferir!
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