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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O que falta para uma aliança entre PMDB e PT no RN?
Discussões políticas são caracterizadas por conflitos de interesses e decisões são tomadas com base em negociações. É com fundamento nessa conclusão que formulei a pergunta que leva o título deste Editorial. Ora, se o PMDB do Rio Grande do Norte priorizou candidatura própria ao governo do estado e se o PT, por sua executiva nacional, também já priorizou a candidatura da deputada federal, Fátima Bezerra, ao Senado, o que está faltando aos dois partidos, aliados e governo no plano nacional, formalizar a aliança com vistas as eleições de 2014 no estado?
Independente do nome que o PMDB vai apresentar para ser o seu candidato a governador – que acredito seja o ministro Garibaldi Alves – o PT já tem o nome para o Senado e só está à espera do sinal verde dos peemedebistas para firmar aliança. Não vejo outro caminho a ser percorrido entre os dois partidos. Se os dois são governos no plano federal e defendem a reeleição da presidenta Dilma Ruosseff, difícil se pensar numa outra composição na chapa majoritária que não tenha o PMDB e o PT juntos. Não precisa ser nenhum analista político para se chegar a esta conclusão.
A única política no Rio Grande do Norte capaz de impedir uma composição desta natureza seria Wilma de Faria (PSB), hoje vice-prefeita de Natal e pretensa candidata a um cargo majoritário, seja novamente ao governo ou ao Senado. Mas isto só poderia ocorrer se o PSB fosse ainda aliado do PT. Como não é mais, até porque os socialistas vão lançar candidato próprio à sucessão Presidencial -governador Eduardo Campos (P) ou a ex-senadora Marina Silva – , isso não será mais possível. Digo isto porque se o PSB ainda fosse aliado do PT, Wilma poderia perfeitamente concorrer ao governo tendo Fátima como companheira de chapa concorrendo a senatória.
Outro político candidato a governador que pode formar chapa majoritária com Fátima Bezerra é Robinson Faria (PSD). O seu partido é aliado do Planalto. Mas sendo o PMDB um partido maior e tendo Michel Temer como vice-presidente – que aliás deverá formar chapa novamente com a presidenta Dilma Ruosseff no seu projeto de reeleição – nada mais natural que uma aliança entre o PMDB e o PT para formação da chapa majoritária no Rio Grande do Norte.
O que observo nisso tudo é que o PMDB – digo, o presidente da Câmara e presidente estadual da sigla, deputado Henrique Alves – está querendo abrigar todos num mesmo guarda-chuva. Como isso em política é impossível, abre-se a brecha aí para a chapa proporcional. Henrique quer o seu PMDB fortalecido e quer o aval de todos para enfrentar a crise de gestão que o Rio Grande do Norte enfrenta. Natural, mas já é hora de valorizar o PT, aliado de primeira hora no plano federal. Até porque, uma chapa majoritária envolvendo o PMDB e o PSB hoje é impossível. Não se faz um omelete sem quebrar os ovos. A conferir!
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