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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Sigamos o exemplo dos espanhóis

Leio no Globo que milhares de manifestantes tomaram ontem as ruas de 16 cidades na Espanha em protesto contra a privatização parcial do sistema de saúde do país. Em Madri (foto acima), foi a terceira “onda branca”, como vêm sendo chamados os protestos, em referência à cor dos jalecos dos médicos. Mas ocorreu pela primeira vez em cidades como Barcelona, Pamplona, Toledo e Zaragoza. Os manifestantes levavam cartazes com dizeres como “A saúde pública não deve ser vendida, mas defendida”.

Tanto o sistema de saúde como o educacional são administrados pelas 17 regiões autônomas da Espanha. Várias delas, como Madri, estão endividadas e anunciaram uma privatização parcial desses serviços. Mas muitos cidadãos veem nisso uma motivação política.

Feito o registro é chegada a hora das pessoas que fazem parte das redes sociais no Brasil promoverem grandes manifestações contra o descaso na saúde pública, pois que aqui em nosso país começa também a ocorrer a privatização do setor. Não só isso, a saúde pública está um caos em todas as cidades brasileiras. Fato é que saúde pública no Brasil, assim como a educação e a segurança são relegados a segundo plano. Só existem em promessas de campanhas.

Vamos as ruas protestar contra o descaso na saúde pública. Ficar só nas lamentações não adianta. Os governos, e aí me refiro ao federal, estaduais e municipais, têm que sentir a pressão da opinião pública. Se fosse feita uma manifestação como essa da Espanha, certamente teria repercussão internacional.

O que ocorre no Brasil são apenas manifestações pontuais. Em Natal, por exemplo, as manifestações têm partido da própria classe médica que denuncia o descaso do governo do estado para com o setor. O principal prejudicado, no caso a população, só lamenta, mas sair as ruas que é bom nada.

As redes sociais têm um papel fundamental hoje para mobilizar grandes massas. Uma manifestação, um protesto, um ato público, podem até começar pequeno, mas começa a conscientizar as pessoas de seus direitos. E aí estes movimentos tendem a aumentar gerando preocupação aos governos.

Que sigamos o exemplo dos espanhóis. A conferir!

Foto: AFP

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