E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Os governos descobriram que existe a seca

Foi preciso uma crise hídrica no chamado “Sul Maravilha”, como costumam dizer alguns conterrâneos, para que os nossos governantes, sobretudo a presidenta Dilma, e os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, Minas Gerais, Fernando Pimentel e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, descobrissem que a região Nordeste já convive com o problema da falta de água há muito, e nem por isso os nossos governantes nunca ficaram tão perplexos quanto estão agora.

Será que o povo nordestino que convive com a seca há séculos é diferente dos nossos irmãos paulistas, mineiros e cariocas? Será que a sede do nordestino é diferente? Não, claro que não! O problema é que enquanto São Paulo não passasse por uma crise de falta d`água como a que está passando, os nossos governantes jamais dariam tanta importância ao H2O. Agora podem sentir na pele o que passa o nordestino ano a ano enfrentando a seca no interior do Nordeste. E olha que na região a falta de água é só no interior. Imagino como deve está o paulistano – natural de São Paulo capital – com a escassez do produto, tendo até que racionar.

Mas pra uma coisa a crise hídrica está servindo. Está levando as pessoas a valorizarem a água, produto este que num futuro próximo será motivo de guerra entre os povos se não soubermos economizar o líquido essencial à vida que brota de nossos mananciais.

Outro dia escrevi aqui que de acordo com o relatório sobre o futuro climático da Amazônia produzido por cientistas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), nos últimos 400 milhões de anos, a umidade que evapora dos oceanos é empurrada naturalmente pelos ventos para dentro dos continentes. Uma parte desse vapor vira chuva e cai principalmente sobre as grandes florestas na altura do Equador. O excesso de umidade segue empurrado pelos ventos, atravessa os continentes e acaba indo para o mar. Um ciclo que ao redor da Terra só tem uma exceção: a Amazônia.

O que torna a Amazônia diferente de todas as grandes florestas equatoriais do planeta é a Cordilheira dos Andes. Um imenso paredão, de 7 mil metros, que impede que as nuvens se percam no Pacífico. Elas esbarram na Cordilheira e desviam para o Sul.

Diariamente, cada árvore amazônica bombeia em média 500 litros de água. A Amazônia inteira é responsável por levar 20 bilhões de toneladas de água por dia do solo até a atmosfera, 3 bilhões de toneladas a mais do que a vazão diária do Amazonas, o maior rio do mundo.

Esse imenso fluxo de água pelos ares é chamado de “rios voadores”. O Fantástico chamou a atenção para a importância desses rios já em 2007. Imagens feitas de um avião do projeto “rios voadores” revelam nuvens densas, carregadas de água, cruzando todo o Brasil.

Testes feitos em laboratório comprovaram: mais da metade da água das chuvas nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e também na Bolívia, no Paraguai, na Argentina, no Uruguai e até no extremo sul do Chile vem da Amazônia.

Portanto, caro leitor, que o governo federal atente pra isso e fiscalize com mais ostensivamente o desmatamento da Amazônia. Que os governadores de estados mais poderosos como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro cobrem isso da presidenta Dilma, porque senão como diz aquela letra da música de Gilberto Gil, paulistas, mineiros e cariocas terão que cantar “Dá-me um copo d´água tento sede, e esta sede pode me matar”, aliás uma melodia muito conhecida do sertanejo nordestino.

A conferir!

 

 

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *