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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Passada a ressaca eleitoral tá na hora de por fim ao apartheid

Dizer que o Nordeste foi o responsável pela vitória da presidenta Dilma Ruosseff é puro equívoco. A luz dos números se observa que a candidatura de Dilma obteve no cômputo geral de votos 37% no Nordeste, 36,5% no Sudeste, 12,5% no Sul, 8% no Norte e 6% no Centro-Oeste. Portanto, se somarmos os percentuais de votos do Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste, se verifica que Dilma alcançou nestas quatro regiões 63%, ou seja, acusar apenas o Nordeste pela vitória da petista é no mínimo má fé e tentar provocar um apartheid regional.

Na verdade a reeleição de Dilma Ruossseff se deve a maioria dos eleitores brasileiros que preferiram acreditar no projeto da petista do que no projeto tucano. Foram 26% de diferença que Dilma obteve nas regiões Sudeste, Sul, Norte e Centro-Oeste  sobre o Nordeste. E aí, claro, somados aos 37% do Nordeste se pode dizer que a região foi fundamental para a sua vitória, mas não a causa. No entanto, é bom que se diga que o Sudeste, onde está concentrado os dois maiores colégios eleitorais do país – São Paulo e Minas Gerais – esse percentual empatou tecnicamente com o percentual do Nordeste.

Então, dizer que o nordestino não é esclarecido e não sabe votar é maledicência de quem vê o resultado da eleição com preconceito. Fosse assim, o eleitor do Sudeste também não é esclarecido e não sabe, portanto, votar. Só para se ter uma ideia melhor, no Sudeste Dilma obteve vitórias importantes caso do Rio de Janeiro alcançado 54,9% dos votos e de Minas Gerais, terra natal de Aécio Neves, onde a petista alcançou 52,4% dos votos.

A vitória de Dilma foi a vitória do povo brasileiro em toda a sua abrangência, diversidade, pluralidade, regionalidades. Ainda que Dilma não tenha vencido em todas as regiões do país, é equivocada a leitura de um país dividido por região ou por renda – leitura essa que prega certo ódio e um sentimento antidemocrático, que busca invalidar a conquista nas urnas.

Está na hora de acabar com esse sentimento xenófobo mantido principalmente nas redes sociais. Isso não combina com o Brasil, um país plural e democrático onde é natural as opiniões divergirem, afinal democracia pressupõe a convivência dos contrários.

Outros embates virão e os perdedores de hoje poderão ser os vencedores de amanhã, isso faz parte do regime democrático conquistado a duras penas pelo povo brasileiro.

Portanto, abaixo o apartheid regional e a xenofobia contra o Nordeste!

 

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