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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Pau que dá em Chico é o mesmo que dá em Francisco. Ou seria o contrário?

Cumpra-se a regra: pau que bate em Francisco é o mesmo que dá em Chico. A “profecia” foi feita pelo jornalista Cassiano Arruda em sua coluna no jornal de sua propriedade, no início deste mês, pouco antes de se iniciar o segundo turno das eleições no Rio Grande do Norte em que estão na disputa, o seu genro, presidente da Câmara Henrique Alves (PMDB), e o vice-governador Robinson Faria (PSD).

Pois não é que a “profecia” de Cassiano foi cumprida! Ontem à noite o programa eleitoral do candidato Robinson Faria, ao rebater as acusações do programa eleitoral de Henrique Alves, de que Robinson é secretário de um poço só – Robinson Faria foi secretário de Recursos Hídricos no início do governo Rosalba, rompido depois com o governo – o seu marketing deu uma de “bateu levou”.

O programa de Robinson relembrou as denúncias levantadas pelos jornais O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo sobre um relatório produzido pela CGU (Controladoria Geral da União), apontando suposto favorecimento ao Rio Grande do Norte nos convênios para ações contra desastres naturais. De 47 projetos, o estado teria recebido 37, na gestão do ex-deputado Elias Fernandes (PMDB) no Dnocs, apadrinhado político de Henrique Alves.

Esses convênios somaram, no total, R$ 34,2 milhões, sendo que R$ 14,7 milhões ficaram com as 37 prefeituras potiguares. O relatório da Controladoria Geral da União apontou que muitos convênios traziam diversas irregularidades, como pagamento a empresas com ligações políticas, sócios de baixa escolaridade e até empresas “de fachada”.

Um dos convênios suspeitos de irregularidade foi firmado pelo Dnocs com a prefeitura de Alto do Rodrigues. Para realocação de 40 casas no bairro São Francisco, naquele município, não há qualquer registro de boletins de medição da obra. Esse tipo de boletim é necessário para aferir as etapas da construção e pagar de acordo com o andamento.

Como se observa, pau que bate em Francisco é o mesmo que dá em Chico. Ou seria pau que bate em Chico é o mesmo que dá em Francisco?

 

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One Response to Editorial

  1. Bernadete disse:

    Barbosa, inflemizmente vivemos no RN candidaturas onde podemos dizer: ” é o sujo falando do mal lavado”.

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