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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
PMDB: criticado e cortejado ao mesmo tempo
A política é mesmo fascinante. Veja, caro leitor: o PMDB, por exemplo, ao mesmo tempo que é criticado por ser um partido oligárquico no Rio Grande do Norte, é cortejado por todos. Agora mesmo o confrade Diógenes Dantas escreve em seu blog que “não é só Robinson Faria (PSD) que está se insinuando para os lados do PMDB. Em conversa recente com um interlocutor em Brasília, o prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de se filiar ao PMDB caso seja convidado por Henrique Eduardo Alves e Garibaldi Alves Filho”.
Não é mesmo interessante isso? E acrescento mais: a própria vice-prefeita de Natal, Wilma de Faria (PSB), que tenciona disputar um cargo eletivo nas eleições do próximo ano, embora esteja cotada para disputar o governo do estado, deseja o apoio do PMDB para uma eventual candidatura ao Senado. O mesmo se diz da deputada federal, Fátima Bezerra, do PT, um dos partidos que mais criticam o PMDB papa-jerimum por ter feito aliança – agora desfeita – com o DEM da governadora Rosalba Ciarlini.
Outro dia escrevi que o PMDB é um partido sui gêneris (clique aqui para ler). E por que? Porque tendo três candidatos em potencial para disputar o pleito – o ministro Garibaldi Alves, o presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves e o deputado estadual Walter Alves – fica a procura de um outro nome, se possível até em outro partido, para apoiar à sucessão estadual. Como os peemedebistas dizem que a legenda terá candidatura própria, os Alves, parecem, querem buscar um nome de fora para se filiar ao partido e lançá-lo candidato. Uma espécie de genérico, digamos assim. Mas se for Carlos Eduardo, é trocar seis por meia dúzia, já que se trata de um Alves, embora não queira ser chamado assim.
Fato é que o PMDB é quem coordena o jogo político no Rio Grande do Norte. Todos estão à espera para saber se o partido terá mesmo candidatura própria ou não. Por enquanto, por ser cortejado, o PMDB valoriza essa posição. Trata-se de uma “noiva” que por se valorizar muito pode acabar sozinha no altar ou ser traída pelo noivo. Garibaldi, por exemplo, expressão maior do PMDB no Rio Grande do Norte, uma das coisas que mais teme numa eventual candidatura sua ao governo é o efeito Orlof. Ou seja: acaso seja Fátima Bezerra (PT) ou até mesmo Wilma de Faria (PSB), uma das duas, companheira de chapa na condição de candidata ao Senado, o ministro tem medo que tanto Fátima quanto Wilma sejam Rosalba amanhã. É onde entraria a traição.
Explico: quando Garibaldi foi candidato a governador contra Wilma e perdeu a eleição, a hoje governadora Rosalba Ciarlini era candidata ao Senado com apoio de Garibaldi. Rosalba se elegeu senadora. A eleição para governador foi a segundo turno. No primeiro, Gari venceu Wilma em Mossoró, cidade natal da Rosa. No segundo turno, Wilma virou o placar em Mossoró. Os garibaldistas debitam a conta em Rosalba pela derrota também na sua cidade natal.
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