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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
PMDB é a `menina na escolha de Sofia´ do PT em Natal
Quem conhece a história de “Sofia”, uma mãe polonesa filha de pai anti-semita, presa num campo de concentração durante a Segunda Guerra e que é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto, vai compreender a minha opinião neste texto. Se ela – Sofia – se recusasse a escolher um, ambos seriam mortos. Como tinha que optar por um deles, escolheu a filha mais nova.
Pois é isso que está acontecendo com o PT em Natal. Não indo ao segundo turno da eleição na capital potiguar com o seu candidato, deputado Fernando Mineiro, e com uma votação que levou o candidato peemedebista deputado Hermano Morais a disputa das urnas numa etapa final com o candidato pedetista, o ex-prefeito e novamente candidato ao cargo Carlos Eduardo Alves, os petistas parecem já ter feito a sua escolha. Ainda que numa decisão paradoxal devem apoiar o candidato Carlos Eduardo Alves. Detalhe: Tanto o PMDB como o PDT fazem parte da base aliada do governo Dilma Ruosseff.
Quando falo de decisão paradoxal falo por dois motivos: O primeiro deles é que o PDT em São Paulo, onde o PT nacional aposta todas as fichas no candidato Fernando Haddad, vai apoiar agora no segundo turno o tucano José Serra. O segundo deles, é que o resultado das urnas na capital potiguar no primeiro turno revelou que a maioria do eleitor natalense não concorda com uma nova eleição de Carlos Eduardo Alves para administrar outra vez Natal. Senão vejamos: 60% dos eleitores disseram não a Carlos Eduardo Alves contra 40% que acham que ele deve retornar a prefeitura.
Dentre estes 60% de eleitores que rejeitaram o pedetista, estão mais de 20% de simpatizantes do PT. Se no primeiro turno votaram contra Carlos Eduardo Alves junto com outros poucos mais de 20% que votaram em Hermano Morais, significa dizer que o universo ultrapassou só nos eleitores de Mineiro e Hermano a votação de Carlos Eduardo Alves. Vamos aos números: Carlos Eduardo Alves (PDT) 40,42%, Hermano Morais (PMDB) 23,01%, Fernando Mineiro (PT) 22,60%, Rogério Marinho (PSDB) 10,16%, Robério Paulino (Psol) 3,57% e Roberto Lopes (PCB) 0,21%.
Daí, se chegar a conclusão de que a “escolha de Sofia do PT em Natal” é uma decisão paradoxal, porque vai optar por um candidato no segundo turno que não corresponde a maioria dos anseios do natalense e principalmente nem do eleitor do PT nem do PMDB. Há de se perguntar: e se fosse o inverso. Mineiro disputando o segundo turno e não Hermano? Será que aí os petistas iriam recusar o apoio de Garibaldi e Henrique? acredito que não, pois que na eleição passada para prefeito em Natal, os Alves junto com o PMDB apoiaram a deputada federal Fátima Bezerra.
E tem mais: Além do partido de Carlos Eduardo Alves apoiar um candidato que pertence ao maior adversário do PT hoje, José Serra (PSDB), em São Paulo, a sua companheira de chapa, Wilma de Faria (PSB), pertence a uma legenda cujo presidente nacional, governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tem pretensões de disputar à Presidência da República, se possível, até contra a petista Dilma Ruosseff.
E se o problema do candidato peemedebista é ter o apoio dos Alves – Garibaldi e Henrique – como muitos pregam, mais Alves do que Carlos Eduardo, impossível, como já falei em outro Editorial. Clique Aqui para conferir.
Portanto, posso até está errado, mas o PT de Natal pode ser levado a tomar uma decisão equivocada, tendo em vista que o PMDB hoje é o maior aliado do governo federal, inclusive, com um ministro potiguar, Garibaldi Alves Filho em suas fileiras, enquanto que o PDT e o PSB soam como que um inimigo dentro de casa. A conferir!
Boa tarde grande Barbo!
Vendo tudo isto que disse, e mais, se aliando ao PDT/PSB aqui a disputa para o Senado em uma possível coligação/apoio para 2014, em que Fátima deve disputar, esta aliança para o SF estaria inviabilizada pelo fato deste ser o maior objetivo de aposentadoria bem remunerada de Wilma.
Neste contexto teoricamente inviável, será que este apoio a CEA não está dentro de uma visão estratégica (correta ou não) de se contrapor a Hermano frente a população (apoiando CEA), confiando em uma decisão judicial, pois caso CEA seja eleito com mais de 50% dos votos, e logo após tenha seu diploma cassado, terá de ser convocada nova eleição sendo Mineiro x Hermano e Rogério (representantes do conservadorismo retrógrado potiguar)?
Seria um embate de direita x esquerda.
Obviamente pelo ideologismo de legendas o PT é mais afinado ao PSB e PDT, porém sabemos que os integrantes destas legendas no estado não condizem com as ideologias Socialistas e Trabalhistas, Carlos é Alves e Wilma escolheu ser Maia. Dentro deste cenário ideológico complexo em que escolher apoiar Hermano significa ter ao lado no palanque Rogério Marinho (PSDB) e Agripino (DEM)º ou escolher Carlos e Vilma (todos os quatro com seus interesses oligárquicos – mesmo alguns como fantoches apenas), para mim a única explicação é esta: um possível duelo no terceiro turno em que aí sim, a retribuição de apoio do CEA será extremamente importante para o PT.
Sinceramente não vejo outra resposta para este paradoxo.
Muito boa tarde, amigo. Olha, concordo em parte com o que diz. Em todo caso, acho um equívoco do PT apoiar um candidato de um partido, o PDT, que apóia o seu maior inimigo em SP, Serra. colégio eleitoral mais importante para as pretensões futuras dos petistas. Além disso, acho que o PT deveria ser recíproco ao PMDB, vez que na eleição passada para prefeito os peemedebistas preteriram a candidatura de Hermano para apoiar Fátima. Se fosse o contrário agora, Mineiro no segundo turno, eles iriam rejeitar o apoio do PMDB e dos Alves? Certamente que não. E o eleitor observa isso. Não tenho dúvidas.
Concordo com você Barbosa, apenas conjecturei diante do exposto. Esta é a única justificativa que entendo para não apoiar Hermano. Em minha opinião CE foi um péssimo prefeito e não faltam exemplos para justificar.
Lembra-se de quando fui ao seu gabinete com alguns estudantes para tentarmos demovê-lo da ideia de sancionar aquela esdrúxula lei da meia-passagem que foi aprovada na CMN em tempo recorde (menos de 10 minutos) e encabeçada pelo “saudoso” Renato Dantas? E se não fossem aqueles protestos (que creio terem inspirado estes de agora) e a FORÇADA cobertura da imprensa (que você teve papel importante) teria sido sancionada pelo então prefeito.
Pessoalmente confio em Hermano, mas a influência torpe de certos cidadãos será inevitável em seu possível governo.
Sinceramente e infelizmente, tanto faz!
Com mais dois mil votos para Mineiro (usurpados pelas pesquisas e digo isto porque sei de pessoas que viajaram e não vieram votar por achar que Mineiro não tinha chances – uma burrice, mas fizeram) não teríamos este problema.
Abração!
Engraçado, em Salvador o PMDB aliou-se ao DEM e o senhor não menciona isso no seu comentário. Votei em Mineiro no 1º turno e mesmo não tendo nenhuma simpatia pelo candidato Carlos Eduardo, creio que Hermano Morais não tem a mínima condição de ser prefeito, pois não passa de um fantoche nas mãos de Henrique e Garibaldi, um mero laranja destes. Segundo turno existe para isso mesmo, escolher o menos pior, e neste caso, o menos pior é Táta, pelo menos não é aliado da péssima administração Rosalba e já governou a cidade sem deixá-la no estado de caos em que se encontra. Já Hermano só é conhecido por apoiar todas as administrações municipais desde 1992.
Muito boa tarde, Jorge. Respeito a sua opinião, embora discorde do radicalismo com que vc se refere ao candidato Hermano Morais. Acho que o eleitor tem todo o direito de votar em quem ele acha melhor para sua cidade, no caso da eleição municipal. A minha opinião é que CE não foi tão bom prefeito quanto prega a sua propaganda eleitoral. Se fosse teria feito Fátima Bezerra sua sucessora. E olha que teve Lula e Cia no palanque. Quanto a não mencionar o apoio do PMDB ao DEM em Salvador, nem precisava, pois que a o apoio do PT ao PDT aqui já estava decidido tão logo terminou o 1º turno. Mas eleição só tem vencedor após abertas as urnas. Vide 1º turno. A conferir!
Caro Barbosa,
Creio que o apoio aos candidatos pelo PT não me parece um fator decisivo para a campanha. O voto em mineiro foi no candidato com as suas qualidades somado ao forte apoio que Natal teria do governo federal. O voto em Carlos Eduardo o voto no produto conhecido. O voto em Hermano resultado dos insatisfeitos e indignados com as arrumações cabeludas tanto suas como de sua vice prefeita. Neste contexto, imagino que CE chegou ao seu quase topo e o voto dos outros candidatos devem migrar para o seu oponente, que é um opositor tipo bom moço, ficha limpa e tambem aliado do nível federal, notadamente se o caso de São Paulo for bem explorado. Assim humildemente acredito na vitória de Hermano sem muita vantagem em termos eleitorais, seja qual forem os aliados.
Muito boa noite, amigo. Devo dizer que concordo plenamente com vc. Abraço!