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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

PMDB, o partido `bombril´ que ainda serve ao governo

Sabe aquela propaganda da bombril, que serve para 1001 coisas? É o caso do PMDB. Enxotado por aliados, taxado de conservador e até fisiologista, mas na hora em que o governo precisa dele, lá está o PMDB com 1001 utilidades.

Agora mesmo em documento de resoluções tirado na última segunda-feira, o diretório nacional do PT chega a chamar a base aliada de “conservadora”. O texto, no entanto, suprime tese das alas mais à esquerda do partido que defendem a revisão da política de alianças.

O próprio presidente nacional da sigla, Ruy Falcão afirmou:

– Para desfazer informações desencontradas veiculadas nos últimos dias, o PT vem a público reafirmar sua parceria governamental e aliança eleitoral prioritária com o PMDB. Além disso, continua com a firme disposição de reeditar, em 2014, a chapa que nos levou à vitória em 2010, com a presidenta Dilma Roussef e o vice-presidente Michel Temer.

Ora, todos sabem, as torcidas do Flamengo e do Corinthians juntas, que como o PMDB é o maior partido do Brasil em números de prefeitos, considerado por isso mesmo um “partido municipalista”, e tem a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados, perdendo apenas em números para o PT, partido da presidenta Dilma, além de presidir o Senado – Renan Calheiros (AL) – e a própria Câmara – Henrique Alves (RN) -, o governo de certa forma é refém disso. E aí, claro, qualquer desagrado aos peemedebistas o Planalto corre o risco de sofrer um revés no Congresso Nacional e até mesmo eleitoral.

Os peemedebistas sabem, por exemplo, que tempo de televisão e rádio nos programas eleitorais é uma coisa imprescindível a qualquer candidato que dispute cargos majoritários, sobretudo, a Presidência da República. Quem não gostaria de ter o PMDB numa aliança partidária, embora taxado de conservador e fisiologista?

A política tem dessas coisas. Mistura-se água com óleo e aí ninguém sabe quem é quem de verdade. O PT queixa-se do seu maior aliado, mas ao mesmo tempo não quer perdê-lo. Aliás, o último presidente que prescindiu apoio do PMDB foi levado ao impeachment. Falo de Fernando Collor.

Não esqueçamos que durante a crise do mensalão no governo Lula o conservador e fisiologista PMDB, pelas mãos do então presidente do Senado, José Sarney, impediu que fosse levado a cabo uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que já presidiu o PT, afirmou que a aliança com o PMDB “está superada” e que o seu partido seria “refém” do PMDB se não tivesse “bala na agulha”.

Acho que é o contrário!

Ah, antes que um aventureiro lance mão, considero sim o PMDB um partido fisiologista, mas no Brasil para se manter a tal da “governabilidade” – já falei sobre isso em outra oportunidade – os pmdb`s da vida são imprescindíveis. Se o PT ainda tivesse com a mentalidade de fazer alianças só com os ditos partidos de esquerda, Dilma hoje não seria presidenta da República.

 

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