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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Podres Poderes
As casas legislativas brasileiras, e aí falo do Congresso Nacional, assembleias legislativas e câmaras municipais, têm dado nos últimos dias exemplos de como estão se lixando para a opinião pública. Veja o exemplo da Câmara dos Deputados: na noite da última terça-feira chegou à perfeição ao patrocinar a absolvição da deputada Jaqueline Roriz, a despeito da prova de recebimento de propina filmada em vídeo.
Não faz tanto tempo assim, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte também protagonizou aquilo que se pode chamar de descaramento dos deputados, a maioria deles resquício da legislatura passada que ao apagar das luzes mandou para a cova o artifício de reeleição da Mesa Diretora. Qual seja, agora fizeram ressuscitar a dita cuja e já reelegeram – numa eleição fora de época – o atual presidente da Casa, deputado Ricardo Motta (PMN), para mais um biênio. Portanto, ao contrário do que determina o regimento interno, ao invés de presidir a AL por dois anos, Motta vai presidir por quatro anos consecutivos.
Agora é a vez da Câmara Municipal de Natal, que ano sim, outro sim, se vê mergulhada em algum tipo de escândalo. Desta vez foi com relação a um Projeto de Lei que garantiria o funcionamento de postos de combustíveis em redes de supermercados, o que provocaria uma abertura maior da lei de mercado beneficiando o consumidor. Se o lobby de proprietários de postos de combustíveis funcionou ou não, o fato é que dos 21 edís, dois se abstiveram de votar – talvez com vergonha de pronunciar o seu voto – nove foram favoráveis e dez contrários, o que acabou ocasionando a rejeição da matéria por um voto de diferença.
Os exemplos citados me faz recorrer a um trecho do Editorial do jornal O Globo, edição desta quinta-feira (1), que diz assim:
– A derrota do pedido de cassação de Jaqueline Roriz está coerente com o nível da atual vida pública no país.
E eu completo:
E o povo que se exploda, como diria aquele conhecido personagem de Chico Anísio, deputado Justo Veríssimo.
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