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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Querem estadualizar a campanha em Natal. O discurso do medo outra vez, não!

Já se percebe claramente nas redes sociais que seguidores e simpatizantes de Carlos Eduardo Alves (PDT), candidato novamente a prefeito de Natal, vão tentar estadualizar a campanha agora no segundo turno principalmente porque o PT oficializou apoio à sua candidatura. Já se insinua que Hermano Morais, o candidato do PMDB, é aliado da governadora Rosalba Ciarlini (DEM). Como não surtiu efeito colar a imagem de Hermano Morais no primeiro turno à prefeita Micarla de Sousa (PV), a estratégia agora será estadualizar o pleito com o discurso do medo.

É preciso deixar claro, no entanto, que 60% do eleitorado no primeiro turno disse não querer que o pedetista Carlos Eduardo Alves volte a administrar Natal. E isso inclui quem votou em Hermano Morais (PMDB), Fernando Mineiro (PT), Rogério Marinho (PSDB), Professor Robério Paulino (Psol) e Roberto Lopes (PCB). Estes eleitores não levaram em conta o discurso anti-Micarla de Carlos Eduardo Alves, desconstruído por Hermano Morais que acabou indo ao segundo turno. Portanto, a estadualização do pleito pode ser um tiro no pé.

A eleição é municipal e se a maioria do natalense no primeiro turno não quis de volta um ex-prefeito que ao deixar o cargo  sacou da Previdências dos Servidores  R$ 22 milhões, posteriormente devolvidos com correção monetária, realizou uma operação de crédito de R$ 40 milhões, resultante da venda da conta do município da Caixa Econômica para o Banco do Brasil e fez incorporações salariais, improbidades administrativas e justificativas mais que plausíveis para um ex-gestor ter suas contas desaprovadas pela Câmara relativas ao seu último ano de gestão, conforme relatório aprovado pela Casa, motivo pelo qual sua candidatura está sub judice, é porque o natalense está cansado das gestões dos últimos vinte anos em que Carlos Eduardo Alves e Wilma de Faria (PSB), sua companheira de chapa, se revezaram no poder.

Dizer que Hermano Morais terá o apoio agora da governadora Rosalba Ciarlini e do senador José Agripino Maia, e que por isso se Hermano Morais for eleito sua administração contará com pessoas ligadas ao DEM, é pura forçação de barra para tentar enganar o eleitor tendo em vista o desgaste do governo Rosalba. Até porque, se forem estadualizar o pleito, muito se tem a falar dos governos da companheira de chapa de Carlos Eduardo Alves: Foliaduto; operações Ouro Negro; Higia; Sinal Fechado, sem falar na decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que tornou Wilma de Faria improba por ter utilizado procuradores do município, ainda quando prefeita de Natal, em causa própria. Aí vão dizer que Hermano Morais vai baixar o nível. Como baixar o nível se são fatos reais e que a Justiça, no caso do foliaduto e das operações citadas, ainda não julgou, diferentemente de ilações a respeito de uma eventual administração de Hermano Morais com o apoio do DEM.

Não custa falar ainda que apoio não é aliança. Fosse assim, o PT mesmo, que anunciou apoio à Carlos Eduardo Alves, não teria recebido o apoio de Paulo Maluf em São Paulo para Fernando Haddad, seu candidato, embora o pedetista Carlos Eduardo Alves tenha dito no primeiro turno em um debate sobre saúde, que não faz política como Lula e o PT que se aliaram a políticos como Fernando Collor e Paulo Maluf.

Entendo que o resultado das urnas representa os anseios do eleitor que está cansado de ver uma cidade só no papel ou com obras inacabadas. Carlos Eduardo Alves e Wilma de Faria já tiveram a oportunidade de fazer alguma coisa por Natal e pouco fizeram. Trata-se de uma chapa velha travestida de nova. Comparar a sua administração com a de Micarla e colar Hermano a alcaidessa no primeiro turno não deu o resultado esperado pelo marketing de Carlos Eduardo Alves. Agora vão usar o velho e arcaico discurso do medo de que se Hermano Morais for eleito vai governar com o DEM. Santa paciência, Regina Duarte no segundo turno em Natal, não!

 

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