O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
RDC e adequação da renda familiar ao FPE. Por que tanto interesse?
Não bastasse ser a relatora do texto, aprovado no Congresso em 2011, que cria o RDC (Regime Diferenciado de Construção), criado para acelerar obras ligadas à Copa e à Olimpíada, mas que acabou sendo ampliado para outras áreas, inclusive o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com o Planalto tendo editado também uma medida provisória na esteira dos conflitos no presídio de Pedrinhas, no Maranhão, determinando a expansão do regime apenas para a construção de prisões, mas que durante a tramitação no Congresso, porém, a ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), incluiu a extensão do RDC para todos os tipos de obras públicas, considerando que esse regime se mostrou melhor que a Lei de Licitações na execução das obras, Hoffmann, que é candidata ao governo do Paraná, se ver envolvida agora numa ação nada ortodoxa. A de ingerência política no IBGE.
Gleisi Hoffmann e o seu colega de Parlamento, senador Armando Monteiro (PTB-PE), juntamente com o Palácio do Planalto, estão sendo acusados de ingerência política no órgão para adequar as informações sobre a renda domiciliar aos cálculos da divisão do FPE (Fundo de Participação dos Estados), regulamentado pela Lei Complementar 143/2013. Estranho esse comportamento. Qual o interesse do governo e dos dois parlamentares em adequar estas informações? O resultado disso é que gerentes e coordenadores de pesquisa, responsáveis por dados fundamentais ao país, como a inflação oficial e a taxa de desemprego nas principais regiões metropolitanas, enviaram uma carta ao conselho diretor denunciando que foram surpreendidos com a reprogramação do calendário das pesquisas e que não admitiriam dúvidas sobre “a eficiência do IBGE”, diz hoje o Correio Braziliense.
Todos sabem, no caso do Regime Diferenciado de Construção que as reformas dos estádios Rei Pelé, em Brasília, e do próprio Maracanã no Rio, só pra ficar em dois exemplos, que as obras foram superfaturadas, motivo pelo qual gerou grandes manifestações nas duas cidades contrárias as privatizações dos estádios. Mas o governo federal defende que, na prática, o gestor poderá escolher entre utilizar a Lei de Licitações ou o RDC.. Quanto a adequação das informações da renda familiar aos cálculos do Fundo de Participação dos Estados, pelo IBGE, conforme querem o governo e a senadora Gleisi Hoffmann e o seu colega Armando Monteiro, pré-candidato ao governo de Pernambuco, é também de se estranhar.
Fato é que com a liberação do Regime Diferenciado para Construção para estados e municípios a porta do galinheiro ficará escancarada. Já falei sobre isso em outra oportunidade. Quanto a adequações de informações pelo IBGE, me parece manipulação de informações estatísticas, do contrário não teria havido manifestações contrárias, até com pedidos de exonerações por parte de técnicos do IBGE.
Ah, meu Brasil varonil. Quando vamos aprender!
Deixe uma resposta