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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Reforma política ou arremedo de reforma?

Li hoje no Estadão que um dos poucos pontos com chances de ser aprovado na reforma política, o fim das coligações nas eleições proporcionais, reduziria o número de partidos na Câmara dos atuais 22 para 16. Levantamento do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) indica que, com o fim das coligações para as eleições de deputados federais, o PMDB, o PT e o PSDB seriam beneficiados com o aumento de suas bancadas.

Sem dúvida nenhuma se a reforma política vai sair mesmo pra valer, essa terá que ser uma das medidas principais. É preciso banir o jeitinho brasileiro de ludibriar a Justiça Eleitoral. No Rio Grande do Norte tivemos na última eleição para governador um caso típico desse “jeitinho” brasileiro. O deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB) encontrou nesse “jeitinho” uma forma de eleger o primo-senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), hoje ministro da Previdência, sem entrar em conflito com a candidatura majoritária que apoiava, no caso a do governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), candidato a reeleição.

Como Garibaldi dava um, digamos,  “apoio branco” a candidatura oposicionista de Rosalba Ciarlini (DEM), eleita depois governadora, o PMDB não pooderia se aliar nem a Iberê nem a Rosalba na chapa majoritária. O que fez então Henrique? Articulou com o deputado João Maia (PR-RN) e a prefeita de Natal Micarla de Souza (PV), uma aliança proporcional com apenas PMDB, PR e PV. Resultado: Henrique e João Maia foram reeleitos, e Garibaldi bateu o recorde, alcançando nas urnas mais de 1 milhão de votos.

É exatamente esse “jeitinho” na política brasileira que precisa acabar. Do contrário, teremos apenas um arremedo de reforma política. A conferir!

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