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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Reforma política; tomara que não seja só pra inglês ver
Ocupando uma cadeia nacional de rádio e TV na noite de Natal, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), prometeu, em pronunciamento, colocar em discussão no ano que vem o fim da reeleição para cargos do Executivo e o fim do voto obrigatório no Brasil. Ótimo, mas que não seja só para inglês ver. Aliás, proposta essa que já deveria ter sido colocada em prática há muito, desde as manifestações populares em junho deste ano.
Confesso que sou cético neste assunto. Vira e mexe se fala em reforma política neste país, nem que seja uma mini-reforma, uma uma reforma de calça curta, o que seria mais adequado chamá-la. A proposta enfatizada por Alves é fruto de um grupo de trabalho coordenado pelo deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Além do voto facultativo e do fim da reeleição para o Executivo, há mudanças nos modelos de eleições proporcionais e financiamento de campanhas.
Em todo caso, dou um voto de crédito ao parlamentar, até porque seja qual for a reforma ou reforma de calça curta no campo político, certamente não será nada que deixe de agradar aos políticos. Disso não tenho dúvida. A minha incerteza é quanto aos anseios das ruas. E por que digo isso? Falo dessa forma porque desde junho o que se observou no Congresso Nacional foi apena ensaios de algumas reformas prometidas. E só!
Me preocupa as promessas não cumpridas. No próximo ano teremos aqui a Copa do Mundo de futebol. Um cenário propício a grandes manifestações de rua como ocorreram durante a Copa das Confederações. é verdade que elas foram pontuais, mas tiveram grande repercuss~~ao internacional. Daí a minha preocupação com o que o presidente da Câmara prometeu.
É claro que isso será cobrado pela sociedade principalmente a questão do voto facultativo, um anseio antigo de todos os brasileiros. A nossa democracia já é suficiente maduro para que isso venha a acontecer, resta saber se a classe política está interessada realmente nisso. Do contrário, se for só para inglês ver, melhor não dizer nada.
Mas, não custa nada, repito, dar um voto de confiança nos políticos, mais uma vez. Como dizia Ulysses Guimarães, “político só tem medo do povo nas ruas”.
A conferir!
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