E-book

Baú de um Repórter

O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.

Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Resultado de enquete mostra que o “novo” nesta eleição é o “velho” 

Como sempre, o blog vem publicando pesquisas sobre os mais variados temas com predominância para a política, até porque este é um espaço voltado mais para esse segmento. A penúltima pesquisa foi sobre quem o eleitor acha que irá se eleger prefeito de Natal. O resultado foi surpreendente. O desconhecido professor universitário Robério Paulino (Psol) obteve 65% dos votos. Nem Carlos Eduardo Alves (PDT) conseguiu manter-se na dianteira como vem demonstrando nas pesquisas de intenção de voto realizadas até agora por institutos especializados. O pedetista ficou na terceira colocação com apenas 8%.

Um amigo, incrédulo, eleitor de Carlos Eduardo Alves, colocou a enquete sob suspeição. Disse que o que ocorreu é que a mesma pessoa pode ter digitado várias vezes o voto em Robério Paulino. Tentei convencer a ele que isso era impossível, pois que existe um mecanismo no blog que evita esse tipo de fraude. Nada feito. Ele continuou a insistir que a enquete era viciada. Que posso fazer? Até entendo a sua ira, afinal de contas o seu candidato está na frente nas pesquisas eleitorais e como pode um desconhecido numa simples enquete vencer por uma margem porcentual gigantesta em relação aos outros candidatos?

O que posso justificar é que a enquete é diferente de uma pesquisa. Em primeiro lugar, pesquisa é uma coisa científica, enquete não. Em segundo lugar, pesquisa retrata determinado momento, enquete não. A enquete durou 15 dias, tendo início no dia 1º de julho e encerrado ontem (15). O web-leitor do blog que tivesse interesse em participar ia lá e clicava na enquete espontaneamente. Com a pesquisa diferentemente não ocorre isso. Os pesquisadores vão à campo e escolhem aleatóriamente quem entrevistar. O sujeito a ser ouvido pode votar em candidato A, B ou C. Na enquete, como já frisei, o leitor-eleitor vai clicar diretamente naquele candidato que ele vota, sem precisar ser provocado pra isso. Daí e certamente, o resultado ter surpreendido até a esse meu amigo que vota em Carlos Eduardo Alves e que por isso colocou a enquete sob suspeita.

O fato é que isso também pode ser um voto de protesto, como ocorreu com Miguel Mossoró. Pessoas que têm acesso a Internet e a blogs políticos, caso deste, são comumente esclarecidas. E aí volto ao exemplo de Miguel Mossoró. O voto em Miguel Mossoró foi um voto de eleitor não politizado ou foi um voto de eleitor politizado? Fico com a segunda opção. Na verdade o voto em Miguel Mossoró foi representado mesmo pelo voto de protesto.

Acredito até que isso possa ocorrer nesta eleição. Por que não? Carlos Eduardo Alves que desponta na frente em todas as pesquisas tem ao seu lado como companheira de chapa a ex-prefeita de Natal e ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB). O que tem de novo nesta chapa? Nada, absolutamente nada. Os dois são velhos conhecidos do eleitor natalense. Já administraram a capital potiguar e, portanto, são “macacos velhos”, como diria no popular. Daí, a enquete ter invertido a situação colocando em primeiro lugar um candidato desconhecido e sem nenhuma tradição na política. Não custa lembrar que esse candidato, me refiro a Robério Paulino, é professor da UFRN (Universidade Federal do RN), onde está concentrado uma gama de pessoas politizadas.

Aos incrédulos de plantão relembro Miguel Mossoró, um “fenômeno” na política natalense, e não custa está atento aos acontecimentos, até porque o “novo”  favorito nesta eleição é o “velho”, e o professor Robério Paulino talvez possa ser a resposta do eleitor esclarecido. Não que isso signifique que Paulino vá ganhar a eleição, mas que pode surpreender como na enquete. Ah, isso pode. A conferir!

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *