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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Revista Veja – Bomba: responsáveis pela Operação Lava-Jato compunham uma espécie de comitê informal de Aécio Neves
Imagino que esta deveria ser a manchete da revista Veja deste final de semana se o jornalismo da publicação semanal fosse levado a sério. Ontem, o jornal O Estado de São Paulo, em reportagem assinada pela repórter Julia Duailibi revelou o que, de certa forma, já se esperava, ou seja, de que os delegados federais responsáveis pela Operação Lava-Jato compunham uma espécie de comitê informal do candidato Aécio Neves à Presidência da República enquanto vazavam seletivamente para a imprensa dados do inquérito.
Duailibi teve acesso a perfis restritos do Facebook, nos quais autoridades da Superintendência da Polícia Federal do Paraná agiam como os mais fanáticos ativistas da polarização política que marcou a campanha eleitoral.
O texto não explica como a jornalista teve acesso ao material, nem quando, o que autoriza o leitor a considerar que o jornal podia já saber, na ocasião, que a fonte das especulações publicadas pela Veja na véspera da eleição era o próprio núcleo de investigações, atuando a serviço do candidato do PSDB. Segundo o relato, praticamente todos os agentes envolvidos na apuração, inclusive o chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários e a titular da delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos do Paraná, onde estão os principais inquéritos da operação, agiam como cabos eleitorais na rede social.
No sábado que antecedeu o segundo turno, publiquei um texto questionando exatamente o fato das informações serem exclusivas da Veja. Disse eu na oportunidade: lendo a reportagem fantasiosa e opinativa da edição de Veja deste fim de semana que antecede o pleito presidencial, faço um questionamento que me parece pertinente: por que só a Veja teve acesso ao depoimento do doleiro Alberto Youssef na última terça-feira? E os jornais que estão interessados no assunto como a Folha, O Estadão e o Globo, por que não deram, sequer, uma linha numa coluna qualquer que seja?
O texto de Julia Duailibi, no entanto, não explica como a jornalista teve acesso ao material, nem quando, o que autoriza o leitor a considerar que o jornal podia já saber, na ocasião, que a fonte das especulações publicadas pela revista Veja na véspera da eleição era o próprio núcleo de investigações, atuando a serviço do candidato do PSDB. Como se observa, o Estadão teria conhecimento do vazamento das informações, mas certamente deu prioridade à Veja para a publicação “bombástica” da reportagem às vésperas do segundo turno. Com um detalhe: na quarta-feira à noite, a revista já dispusera em seu site toda a matéria, inclusive, para não assinantes, coisa que nunca faz.
A farsa foi desmontada. Que houve corrupção dentro da Petrobras não duvido, mas daí querer se incriminar o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma são outros quinhentos. A Veja apostou nisso para eleger o seu candidato, o tucano Aécio Neves, mas o povo não é burro. Ou pelo menos parte do povo.
Tenho dito!
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