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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Robinson precisa chamar pra si a responsabilidade da segurança pública
Se quiser fazer o diferencial o governador eleito do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), já no primeiro dia de trabalho, 2 de janeiro, deve convocar o alto comando da segurança pública do estado para uma reunião a fim de discutir e encaminhar soluções – urgente, urgentíssima – para o setor, até porque Robinson usou como bandeira de campanha a prioridade número para a segurança pública.
Diante da informação veiculada pelo jornal O Globo neste final de semana de que o Rio Grande do Norte foi o segundo estado do país que mais reduziu os recursos para segurança pública no comparativo de 2012 com 2013 e que o RN só perde para Piauí – em 2012 o governo piauiense destinou R$ 247 milhões para segurança, e já em 2013 o orçamento foi de R$ 94,5 milhões, uma redução de 61,72% – e que no nosso caso o orçamento em 2012 foi de R$ 831,4 milhões e no ano passado foi de R$ 707,7 milhões, implicando em uma redução de 14,87%, se faz necessário que o novo governo repense os investimentos na área da segurança pública, até porque conforme diz a Constituição Federal a segurança pública é competência dos estados.
Hoje o cidadão está refém dos bandidos e não é só no Rio Grande do Norte não. Isso ocorre em todo o Brasil. Lembro que pouco antes da Copa do Mundo realizada no Brasil uma pesquisa nacional sobre violência colocou o Rio Grande do Norte como sexto colocado no ranking nacional e terceiro no Nordeste, uma estatística nada abonadora. São 37,1 mortes/100 mil habitantes. No estado potiguar 1.068 pessoas foram mortas intencionalmente somente em 2012 (incluindo homicídios, latrocínios e agressões).
De 2011 pra cá a violência vem crescendo no Rio Grande do Norte, segundo a pesquisa: em 2011 foram contabilizadas 1.068 mortes. Já em 2012 esse número subiu para 1.199, o que dá uma variação da taxa de 11,2%. E o pior; não se verifica medidas eficazes para o combate a violência por parte do governo estadual. Muito pelo contrário, a inércia nessa área é total. O que, claro, se espera seja diferente no próximo governo.
A propósito, em julho último o blog promoveu uma enquete exatamente sobre a segurança pública, cujo resultado foi que o setor foi considerado como a primeira coisa a ser tratada pelo novo governo pelos leitores que participaram da avaliação. De acordo com o resultado da enquete, onde se tinha a pergunta “o que deve ser prioridade no próximo governo”, a segurança, a saúde e a educação, todos juntos, devem ser prioridades do governante, recebendo 75% dos votos. No entanto, a segurança pública ficou em primeiro lugar entre a prioridade das prioridades, recebendo 17% na avaliação das pessoas que responderam a enquete. Saúde e educação ficaram com 4% cada uma.
Isso significa dizer que a insegurança pública hoje é uma questão, digamos, democrática, onde atinge todas as classes sociais. O cidadão que reside no Rio Grande do Norte, e aí tanto faz ser do interior como da capital, se sente inseguro, impotente eu diria. E isso atinge a todas as classes sociais. Um dono de mercearia, por exemplo, que mora em Macaíba, na Grande Natal, considerado hoje um dos municípios mais violentos do estado, como a dona de uma boutique localizada na avenida Afonso Pena, em Petrópolis bairro nobre da capital potiguar, sofrem da chamada “síndrome da insegurança”. Isso justifica o fato da segurança pública no próximo governo ser a prioridade número 1.
A conferir!
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