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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Rosalba e a “República de Mossoró”
Há pouco mais de dez meses a frente do governo do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM) não tem tido sossego. Primeiro foi com o funcionalismo não cumprindo a implantação dos planos de cargos, carreiras e salários de algumas categorias já aprovados, inclusive, pela Assembleia Legislativa, cuja Casa ela, a governadora, tem maioria. Agora seu governo vive uma crise política sem precedente na história do estado. O vice-governador Robinson Faria (PSD) rompeu com o sistema e o secretário-chefe de Gabinete, Paulo de Tarso Fernandes, seu porta-voz junto as reivindicações dos servidores, pediu exoneração do cargo em solidariedade ao vice. Aliás, em declarações em público Paulo de Tarso chegou a dizer que não entendia como o governo não atendia aos servidores se a arrecadação aumentava mês a mês.
E qual a saída para a crise política que Rosalba encontrou? Apelou a antigos auxiliares seus nas administrações que realizou em Mossoró para ocupar cargos de ponta no primeiro e segundo escalão do governo estadual. Com isso, a governadora está criando no núcleo do seu governo o que se pode chamar de “República de Mossoró”. Talvez uma solução simplista para tentar resolver a crise interna no seu governo, mas Rosalba precisa entender que ela agora é governadora de um estado e não mais prefeita de uma cidade. Os problemas são muito maiores e soluções caseiras podem até dar resultados, mas não se pode garantir.
Certamente os partidos que compõem a base aliada ou não querem se comprometer com um governo que já começa desgastado ou não estão sendo ouvidos. Prefiro ficar com a primeira opção, até porque se não estão sendo ouvidos é provável que outra crise política esteja para estourar. Ainda no início desta semana o deputado federal João Maia (PR) esteve com a governadora para saber dela qual a fatia que caberia ao seu partido no governo democrata. A resposta que obteve é que isso teria que passar pelo presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia.
Muito bem: E o PMDB? Qual a contribuição que teria a dar ao governo Rosalba? Quadros pra isso tem. Mas e a governadora, digo, o seu marido, Carlos Augusto Rosado, entende dessa forma ou prefere mesmo a solução caseira que está sendo dada ao governo e com isso fortalecendo a “República de Mossoró”? Certamente é mais fácil ter o controle dos auxiliares de Rosalba sendo indicações de Mossoró, pois que há muito esses auxiliares trabalham com Rosalba e Carlos Augusto Rosado.
O fato é que no governo do Rio Grande do Norte foi instalada a “República de Mossoró”. O pior de tudo isso é que nem os mossoroenses, pelo menos grande parte, estão gostando disso. Vamos ver no que vai dar. A conferir!
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