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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Rosalba enfrenta um processo de “micarlização”

A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), que já enfrenta a dura realidade de um desgaste diante da opinião pública, se ver diante agora de um processo a que se convencionou chamar de “micarlização”, em função do que sofreu a ex-prefeita de Natal, Micarla de Sousa, que deixou o executivo municipal, antes mesmo do término do seu mandato, pela porta dos fundos, afastada que foi pela Justiça acusada de improbidade administrativa. Não é o caso de Rosalba, mas esta se ver diante de um processo de isolamento e até de judicialização do seu governo.

Com índices de reprovação por parte do eleitor que beiram os 90%, a Rosa como é chamada pelos correligionários mais próximos, teve a legenda negada pelo presidente nacional e estadual do DEM, senador José Agripino Maia, para concorrer a reeleição, passando por uma situação vexatória dentro do seu próprio partido. Além disso, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Assembleia Legislativa aprovou, por maioria, a admissibilidade do impeachment da governadora que irá a plenário agora.

Não só isso. Rosalba Ciarlini governa o Rio Grande do Norte sub júdice, pois que se encontra no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um recurso contra a sua cassação aprovada pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) por ter cometido abuso de poder político e econômico na eleição de Mossoró, sua terra natal, quando apoiou a prefeita cassada Cláudia Regina (DEM). O mérito do recurso ainda não foi julgado.

Por tudo isso é que digo que Rosalba Ciarlini sofre um processo de “micarlização”. Isolada políticamente e, inclusive, dentro do próprio partido, a governadora se vê numa espécie de se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. Pessoalmente não acredito que o impeachment de Rosalba seja aprovado, até porque estamos num ano de eleição e dificilmente os deputados vão querer se ocupar com algo que não seja o de cuidar de suas reeleições junto as bases eleitorais. A instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para afastar a governadora demandaria tempo. Isso por si só implica em dizer que os nossos parlamentares não estão dispostos a sacrificar seus preciosos tempos.

Acredito sim, que Rosalba deve se tornar inelegível pelo TSE. Isso, se ocorrer, “salva” a pele de Agripino Maia. Pelo menos não ficará com a pecha de verdugo.

A conferir!

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