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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
São Paulo não `bateu panelas´no escândalo do cartel
Os paulistas não “bateram panelas” nem acenderam as luzes quando o Jornal Nacional no último sábado (21), ainda que de maneira acanhada, noticiou que a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público daquele estado e iniciou uma nova ação contra 11 empresas acusadas de formar um cartel para obter contratos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Este é o segundo processo aberto pela Justiça neste ano por causa do cartel -no primeiro, de janeiro, 15 empresas foram acionadas.
Detalhe: a nova ação diz respeito a contratos de 2000 a 2007, período em que o estado foi governado pelos tucanos Mário Covas, Geraldo Alckmin, e José Serra, além de Claudio Lembo, à época no PFL, hoje DEM. Estes dois partidos de oposição ao governo Dilma (PT), estão cobrando maiores investigações no caso do Petrolão e incentivando as pessoas a se manifestarem pelo impeachment da presidenta Dilma.
A decisão quanto ao escândalo do cartel dos três em São Paulo é do juiz Marcos Pimentel Tamassia. A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) também vai responder ao processo. Os promotores analisaram três contratos para a manutenção preventiva de trens da companhia. De acordo com a investigação, as multinacionais se uniram para fraudar licitações.
E então, caro leitor, há de se perguntar: será que o escândalo do cartel em São Paulo não merece uma “batida de panela” e o piscar de luzes nas varandas gourmês de São Paulo, assim como o petrolão, ou será que a corrupção tem dois pesos e duas medidas? Será que o escândalo envolvendo o PT tem maior peso do que um escândalo envolvendo o PSDB? Observe-se aí que no escândalo do Petrolão foram citados também alguns tucanos. No escândalo do cartel apenas tucanos.
E aí, ainda dá tempo das penelas saírem dos armários das cozinhas para as varandas gourmês e o piscar de luzes. Afinal, o segundo processo no escândalo do Cartel só foi aberto agora. Que tal uma marcha na Avenida Paulista pela moralização nos governos tucanos que há anos domina São Paulo?
Pra mim, tanto o escândalo do Petrolão como o escândalo do Cartel merecem e deverm ser apurados com rigor e da mesma forma merecem o repúdio da sociedade. Que tal incluir na próxima manifestação de rua pelo impeachment da presidenta Dilma o impeachment do governador Geraldo Alkimin. Seria, digamos, mais democrático.
A conferir!
Charge: Jarbas, no Diário de Pernambuco
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