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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Sem ideologia, sem proposta, apenas para fazer enfrentamento

Cada vez mais me convenço que preciso de uma ideologia pra viver. Não consigo entender a política sem isso. Hoje o que se observa, e isso é inconteste, é que a política virou um balcão de negócios. Cria-se partidos como um coelho dá cria. Me refiro ao roedor pois que quando este animal prolifera é em montão, como diria o matuto. E, claro. Partidos nanicos são criados para barganhar. Único, talvez, a ser criado com seriedade seria o Rede Sustentável, da ex-ministra Marina Silva. Mas, por ironia do destino o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) barrou sua criação por unanimidade.

Mas no que quero me deter hoje, caro leitor, é sobre uma notícia que li na Folha de S. Paulo, sob o título,  “No ceará, PSDB filia médicos contrários a programa federal”. Diz o texto:

Médicos do Ceará se filiaram ontem ao PSDB para fazer oposição ao governo federal e protestar contra o programa Mais Médicos, aposta da presidente Dilma Rousseff para fixar médicos em periferias de capitais e no interior.

Houve 30 filiações de médicos ontem e estão previstas mais 200 até sábado, segundo a sigla. Desses, dois foram escolhidos para disputar os cargos de deputado estadual e deputado federal em 2104.

“Escolhemos o PSDB porque queríamos um partido que fizesse oposição ao PT”, afirmou a pediatra Mayra Pinheiro, 45, uma das que devem disputar cargo em 2014.

Segundo ela, houve uma articulação nacional em reuniões da categoria e ficou acertado que os médicos se filiarão a siglas de oposição também em outros estados. A médica diz que a categoria não se opõe ao programa, mas à forma como foi implantado, sem discussão com a classe e mediante contratação de estrangeiros sem revalidação do diploma.

Caro leitor. Os médicos, segundo a reportagem, articularam uma filiação em massa de profissionais contrários a forma como foi implantado o “Mais Médicos” em partidos de oposição ao governo petista. Ou seja, querem fazer da política-partidária uma bandeira de luta particular. O objetivo aí não é o bem comum, mas os interesses de uma categoria. Contudo e infelizmente isso não é novidade na política tupiniquim. Exemplos temos aos montes, hajam vistas as bancadas ruralistas, evangélicas e por aí vai. O PSDB ao que parece quer criar a “bancada anti-Mais Médicos”.

É quando eu digo, sem ideologia, sem proposta, apenas para fazer enfrentamento.

E viva Cazuza: “ideologia, quero uma pra viver”

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One Response to Editorial

  1. Ednaldo Eliezer disse:

    Muito bom seus argumentos. infelizmente vivemos em um país, que não se sabe o rumo das coisas. Incertezas, incoerências, (in)tudo… para não se alargar. Acredito que a maior imoralidade de todos os tempos tem sido a forma de se fazer POLÍTICO, e em consequencia, formar a POLÍTICA BRASILEIRA. Ótima opção dos médicos: trocar gato por onça, ou onça por gato?! E aqui reforço seu post: “E viva Cazuza: “ideologia, quero uma pra viver””, e poder repassar aos meus filhos…, mas como, num país desse???

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