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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
É duro: O nordeste vive a pior seca dos últimos 50 anos e o assunto da grande mídia continua sendo a opção sexual de Daniela Mercury.
A indignação acima do publicitário e amigo Tertuliano Pinheiro, o nosso TP, no twitter, não poderia ser mais oportuna. Uma seca avassaladora tomando conta do Nordeste com o gado morrendo e a imprensa nacional dando destaque a opção sexual de uma cantora como se isso fosse alguma novidade no meio artístico. Ser gay não é mais privilégio de ninguém. Tanto faz ser artista, padre, político, enfim, ser gay só é coisa do “diabo” pra Marco Feliciano, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. De resto é coisa comum desde a Arca de Noé, sem nenhuma blasfêmia!
A imprensa nacional deveria se preocupar com assuntos mais sérios. Ontem, por exemplo, tanto a Record como a Globo, em seus já chatos programas dominicais sem pautas interessantes, deram destaque a união de Daniela Mercury e uma jornalista. Falta de assunto, não acredito. Falta mesmo de imaginação para pautar uma reportagem que realmente pudesse contribuir com soluções de problemas como a seca.
Muitos dirão que a seca é um fenômeno cíclico e que o homem tem que aprender a conviver com ela. Terremotos também são fenômenos da natureza, mas o governo do Japão se preparou para conviver com eles, o que não é o caso do Brasil sobretudo com a seca. Aliás, em terras tupiniquim a seca virou uma indústria de votos. O sertanejo aprende isso logo cedo. Isso é conviver com a seca, infelizmente.
Numa terra em que a imprensa prefere destacar a opção sexual de uma cantora, ao invés de se preocupar com um fenômeno que vem dizimando o gado e levando a economia de uma região, já tão empobrecida, a uma crise ainda maior, o que esperar dos nossos governantes? Apenas palanques com promessas que remontam o Império.
É aquilo: sexo, drogas e rock’n’roll ainda rendem manchetes.
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