O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Arquivos
Links Rápidos
Categorias
E-book
O blog cria um novo espaço pra relembrar causos e editoriais, clique aqui para acessar o e-book.
Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
`Shopping da Construção´, ficaria melhor
Na semana passada o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), polêmico por natureza, produziu mais uma de suas proezas ao introduzir na MP 668 que trata do ajuste fiscal do governo federal, a proposta para a construção do que estão chamando de parlashopping, ao custo de R$ 1 bilhão. A construção do shopping foi encaminhada via “jabuti”, como são chamados os assuntos estranhos, ou “contrabandos” de texto ao objeto central daquelas proposições do Executivo.
Quem não se lembra de outra proposição de Eduardo Cunha, que graças a movimentação da sociedade não vingou, ou seja, a proposta de dar passagens para cônjuges de deputados? Foi um movimento de militantes virtuais de todo o Brasil que instituíram um abaixo-assinado contra a utilização da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap), o chamado cotão, para o pagamento de passagens a cônjuges dos deputados. Resultado: a proposta de Cunha não prosperou.
Agora esse absurdo de se fazer um puxadinho no Congresso Nacional para a construção de um parlashopping, que prefiro chamar de “Shopping da Construção”, pois que certamente irá beneficiar alguma ou algumas construtoras que financiaram a campanha do presidente da Câmara na última eleição.
Isso é uma vergonha e novamente a sociedade tem que se mexer, embora acredito a presidenta Dilma irá vetar. Isso já é dado como alvo certo. Ao menos se espera.
Aliás, entre os “jabutis” à MP 668 estão outras coisas da mesma forma esdrúxulas, como a que permite que Câmara e Senado firmem parcerias público-privadas (PPPs) para construir obras públicas, como o “parlashopping” e a que isenta igrejas e templos reconhecidos como tais das contribuições previdenciárias ao Instituto Nacional de Seguridade Social, incidentes sobre o pagamento de padres, pastores, ministros e demais integrantes do respectivo grupo religioso.
Sim, sem falar no “jabuti” que permite aos bancos que passaram por intervenção ou liquidação extrajudicial compensações por prejuízos fiscais com lucro futuro.
Como se observa, caro leitor, a MP 668 que trata do ajuste fiscal está cheia de “contrabandos” bem digna de um parlashopping, ou melhor, “Shopping da Construção”, que melhor se aplica já que alguma construtora será beneficiada pela obra de R$ 1 bilhão.
Acaso, neste shopping vai se poder comprar votos?
A conferir!
Deixe uma resposta