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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Cristovam Buarque tem razão; a classe política nunca esteve tão desacreditada
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse ontem na Voz do Brasil – sim, eu ouço a Voz do Brasil quando estou no carro, dever de ofício como jornalista – que a classe política brasileira passa pelo seu pior momento perante a opinião pública e que nunca esteve tão desacreditada. E é verdade. Veja o caso do Rio Grande do Norte, por exemplo.
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) corre o risco de sofrer um processo e impeachment. O MARCCO (Movimento Articulado de Combate a Corrupção) entregou na semana passada à Assembleia Legislativa um pedido de impeachment contra a governadora com denúncia por Crimes de Responsabilidade elencando os seguintes crimes: uso de bens e serviços públicos do estado para promover a campanha política nas eleições municipais de Mossoró, sua terra natal, no ano de 2012, promovendo o impedimento ao livre exercício do voto pelos cidadãos mossoroenses; atos de improbidade administrativa imputados pelo Ministério Público Estadual; e transporte de verbas do orçamento sem autorização legal, através da suplementação acima do limite legal permitido pela LOA 2012 e da transferência de recursos constitucionalmente vinculados à educação para pagamento de pessoal inativo. Não a toa pesquisas registram um desgaste de Rosalba Ciarlini perante a opinião pública que beira os 80% de rejeição.
Não faz tanto tempo assim também tivemos em Natal, capital do estado, uma prefeita – Micarla de Sousa – afastada do cargo pela Justiça comum acusada de práticas pouco ortodoxa em sua administração. Micarla deixou a prefeitura faltando pouco mais de dois meses para o término do seu mandato e, sequer, teve oportunidade de passar o cargo ao seu substituto, prefeito Carlos Eduardo Alves.
Nos últimos dias a mesma prefeitura de Natal foi objeto de uma ação da Justiça. O prefeito Carlos Eduardo se ausentou da cidade durante 12 dias em viagem a serviço à Espanha e ninguém assumiu o cargo. Nem a vice-prefeita Wilma de Faria, nem o presidente da Câmara, Albert Dickson. Após serem intimados – os dois são candidatos a cargos eletivos nas eleiçõess de outubro – quem acabou ocupando as funções foi o primeiro-secretário da Câmara, Júlio Protásio, assim mesmo faltando três dias para o prefeito retornar de sua viagem. Coisa inédita na administração municipal e objeto de investigação. E o que pensa a opinião pública disso tudo? Evidente, caro leitor, que pensa o pior.
Já em 2005, no plenário do Senado, o mesmo Cristovan Buarque sentenciava:
– Ao contrário do que ocorre hoje, no passado a desconfiança deixava sempre uma brecha de esperança em algum grupo ou conjunto de políticos; a descrença era contra alguns, talvez contra muitos, mas nunca contra todos”.
Pois é, hoje a descrença do eleitor é contra todos os políticos. Tanto faz ser de partido A, B ou C. Todos, absolutamente todos, estão desacreditados na bolsa de aposta. Eu dei o exemplo apenas do Rio Grande do Norte, porque se fosse generalizar faltaria espaço no blog.
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