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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Tem razão o meu xará!

Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, usou a sua conta no Twitter, na madrugada desta quarta-feira, para comentar o valor que deputados e senadores enfiaram dentro do Orçamento da União para custear o fundo partidário em 2015.

“Escárnio”, Barbosa classificou.

– Congresso aprova verba de quase R$ 900 milhões anuais para partidos políticos, continuou, arredondando para o alto a cifra de R$ 867,5 milhões sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. “Para que doações de empresas privadas?”, indagou.

Na versão original do projeto orçamentário, o valor destinado ao fundo partidário era de R$ 289,5 milhões. A cifra foi triplicada pelo relator da proposta, o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Aprovada pelos congressistas, a peça foi à mesa de Dilma.

Em tempos de ajuste fiscal, a presidente renderia homenagens à lógica se tivesse exercido o seu poder de veto. Mas, politicamente debilitada, ela preferiu ser incoerente a comprar briga com o Legislativo, disse o jornalista Josias de Souza em seu blog.

– R$ 900 milhões para partidos políticos: procure saber em detalhes como essa montanha de dinheiro é gerida pelos caciques partidários, sugeriu Barbosa na calada da noite nas redes sociais.

Não à toa Joaquim Barbosa fez essa declaração. Sabemos todos, eu, você, caro leitor, e as torcidas do Flamengo e Corinthians juntas que grande fatia desse bolo chamado fundo partidário vai parar no bolso dos donatários de legendas. Agora mesmo está a perrenga para a fusão entre o PTB e o DEM. O PTB, réu confesso, está de olho no fundo partidário dos democratas, que embora tenha diminuído nos últimos anos, ainda detém uma boa fatia desse bolo.

Outra: por que é que se cria tanto partido no Brasil? Eu mesmo respondo: primeiro, pelo fundo partidário; segundo para se tornar legenda de aluguel. E é aí que mora o perigo, caro leitor. Partido forte, partido robusto é aquele que tem o maior número de parlamentares no Congresso Nacional, haja vista o PMDB. Quanto mais robusto é o partido maior o fundo partidário. E maior o seu poder de barganha, o que leva também a corrupção, tão falada hoje neste país varonil.

Daí, meu xará ter razão quando sugere nas redes sociais para os internautas procurarem saber em detalhes como essa montanha de dinheiro é gerida pelos caciques partidários.

 

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