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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Um candidato que não gosta de debate por segmentos

O líder nas pesquisas de intenção de voto em Natal, candidato novamente a prefeito da capital potiguar Carlos Eduardo Alves (PDT), parece ser um político avesso a debates segmentados. Ou seja, por categorias. Ainda ontem a UnP realizou um debate com os prefeitáveis direcionado a estudantes da universidade e Carlos Eduardo Alves mais uma vez faltou.

O curioso é que políticos deste tipo antes de começar a campanha defendem exaustivamente os debates para que possam ter oportunidade de discutir propostas com os concorrentes. Tão logo começa a campanha eles mudam de ideia ou são induzidos por seus marqueteiros a não comparecerem a determinados debates principalmente se ele, o candidato, ocupa a primeira posição nas pesquisas, como se o voto por segmento não valesse de nada. Ontem, por exemplo, eram cerca de 300 pessoas para ouvir os candidatos na UnP. Carlos Eduardo Alves desprezou estes votos, certamente.

Algumas pessoas e alguns marqueteiros defendem essa ideia, ou seja, de que candidato que está na frente não deve comparecer a debates porque será o alvo preferencial dos outros concorrentes. Ora,ora. Candidato que quer ganhar uma eleição não pode temer os adversários. Fugir ao debate é pior do que ter que responder a perguntas embaraçosas. Dá a impressão de que o candidato não está preparado e por isso evita o embate direto com os seus oponentes. E é isso que Carlos Eduardo Alves está deixando transparecer.

Os debates segmentados são importantes porque discutem os interesses dos vários segmentos da sociedade. Sejam eles estudantes, profissionais liberais, médicos, educadores, servidores públicos, enfim, a sociedade representada por suas categorias. Não custa lembrar que o peso do voto é único. Tanto faz o voto da população menos esclarecida quanto o voto do eleitor mais esclarecido.

Está na frente numa eleição e achar que os debates não vão mais influenciar no resultado dela, é puro engano principalmente quando estes debates são direcionados para pessoas politicamente esclarecidas. O voto consciente, repito, vale tanto quanto o voto daquele eleitor que não está nem aí para a política e que vota apenas por ser obrigado a votar.

Carlos Eduardo Alves pode até ganhar a eleição em primeiro turno, mas o segundo turno não está descartado e vale lembrar que o desrespeito ao eleitor, que quer ouvir dos candidatos suas propostas, é um erro que pode ser refletido quando as urnas forem abertas. Antecipar o resultado de um pleito pode ser uma decepção ainda maior. A conferir!

Foto: divulgação

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