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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Um grito de socorro pela escola pública
Enquanto milhares de jovens estudantes de classe média vão as ruas das principais capitais brasileiras para protestar contra o aumento de R$ 0,20 na passagem do transporte urbano, uma mãe de classe social menos favorecida no interior do Rio Grande do Norte, nem precisou se utilizar de redes sociais como o Twitter e o Facebook, certamente por sequer ter acesso a estas ferramentas modernas, para protestar contra as péssimas condições da escola pública.
O fato aconteceu hoje na abertura da Conferência Municipal da Educação em São José de Mipibú, distante cerca de 45 quilômetros de Natal, capital do estado. Não fosse um blogueiro local, o protesto em forma de desabafo da pobre mãe da comunidade chamada Jacaracica, jamais teria ultrapassado as quatro paredes do local onde fora realizado o evento. Detalhe: o protesto dessa mãe foi na presença da secretária municipal de Educação do município.
Um protesto, diga-se de passagem, que deveria ser encampando pelos jovens que estão indo as ruas das grandes cidades brasileiras para protestar contra o aumento das tarifas dos ônibus, já que o ensino público neste país está deixando a desejar.
A mãe falou nos direitos humanos para cobrar melhores condições na escola em que seus filhos estudam. Claro está que alguém na reunião falou sobre direitos humanos, mas não necessariamente neste contexto. Mas, na sua ignorância – ignorância aí não no sentido pejorativo, mas no sentido de falta de instrução, conhecimento – a mãe questionou que direitos humanos são esses que há mais de dois meses ela solicita que se retire o lixo da escola e ninguém, absolutamente ninguém, providencia.
Meus filhos convivendo com baratas, ratos, esgotos a céu aberto e vocês ainda vêm me falar de direitos humanos! Que direitos humanos são esses se meus filhos não valem dez Centavos?
Se vocês souberem onde está esses direitos humanos, por favor, me digam que quero ir atrás dele, pois para que meus filhos pudessem estudar nesses dias de chuva foi preciso abrir o guarda-chuva dentro da sala de aula.
– Isso é um pedido de Socorro! Socorram minha comunidade!
AS PALAVRAS DESTA MÃE SÃO ENSURDECEDORAS, PARA QUALQUER CIDADÃO QUE TENHA UM MÍNIMO DE VERGONHA NA CARA. OS GOVERNANTES NÃO A TÊM. SE ALGUM DIA TIVERAM, ESQUECERAM O SEU SIGNIFICADO. E NÃO ME REFIRO, APENAS, AO GOVERNO DO NOSSO ESTADO. PREFEITURAS, GOVERNO FEDERAL E OUTROS GOVERNOS ESTADUAIS ESQUECERAM DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO, CERTAMENTE PORQUE PASSARAM OS ANTIGOS 11 ANOS DE ESCOLA SECUNDÁRIA NAS COXAS, E SÓ APRENDERAM MESMO A COLAR E E A SER APROVADOS NA RECUPERAÇÃO E NO CONSELHO DE CLASSE. POR ISSO, CRIARAM ESTA PALHAÇADA DO ENEM, DO FIES E DAS COTAS, QUE SERVEM, APENAS, PARA FAVORECER ESTUDANTES QUE, COMO ELES, CONTINUAM PASSANDO NAS COXAS, NA RECUPERAÇÃO E NO CONSELHO DE CLASSE. SE O GOVERNO, EM QUALQUER ESFERA, TIVESSE UM MÍNIMO DE COMPETÊNCIA E COMPOSTURA, E VERGONHA NA CARA, CARÁTER E COMPROMISSO COM A POPULAÇÃO, IMPLEMENTARIA O ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO, PARA FORMAR ESTUDANTES EM IGUALDADE DE CONDIÇÃO PARA ENFRENTAR QUALQUER PROCESSO SELETIVO, AO INVÉS DE SUBMETÊ-LOS À HUMILHAÇÃO DE DEPENDER DE COTAS, ENENS, FIES E BOLSINHAS VADIAGEM QUE JAMAIS GARANTIRÃO QUE O MENOR DEIXE DE SER EXPLORADO PELOS FAMILIARES E DEIXE DE SER ESCRAVIZADO NA BRUTAL ROTINA DE TRABALHO IMPOSTA AOS MENORES.