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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Um novo acordão na política do RN? Porque não!

Vez ou outra se fala em acordão no Rio Grande do Norte entre os caciques que fazem a política papa-jerimum. Isso vem desde os áureos tempos de Aluizio Alves e Dinarte Mariz. Portanto, não chega a ser nenhuma novidade para aqueles que há muito acompanham o burburinho político em terras de Poty.

Tenho falado aqui neste espaço que tanto o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), como a vice-prefeita de Natal e também ex-governadora do Rio Grande do Norte Wilma de Faria (PSB), podem disputar a sucessão da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) em 2014. Obviamente que uma disputa entre os dois vai depender muito mais de uma eventual candidatura do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, a presidente da República. Por enquanto isso é apenas um desejo do socialista. Diria até que um “desejo de consumo”.

Contudo, venho falando nessa possibilidade de uma disputa entre Henrique e Wilma para o governo do estado em 2014, ainda que remota. E o “coringa” da vez é a deputada federal Fátima Bezerra (PT), que tanto pode está ao lado de Henrique Alves como ao lado de Wilma de Faria ou até mesmo de ambos, por que não? Daí é onde entra o meu raciocínio conjectural, provocado que fui a isso pelo jovem jornalista Tácio Cavalcanti, que se utilizou do twitter para me “instigar”.

Cavalcanti cogitou, com base em Editoriais que venho publicando, existir a possibilidade de um acordão nas eleições vindouras. Disse-lhe que isto não era impossível, colocando que num eventual acordão achava que Henrique Alves seria o candidato ao governo, Wilma de Faria sairia a federal e Fátima Bezerra ao Senado. Esse, repito, é o meu raciocínio conjectural, mas com certo fundamento. Explico:

Hoje o PMDB e o PSB fazem parte da base aliada do governo Dilma Ruosseff, do PT. Pra ser mais exato, PMDB e PSB são governo também porque contam com ministérios no governo petista. Essa aliança só se quebrará se Eduardo Campos sair mesmo candidato à sucessão de Dilma. Aí não tem pra onde, o PT racha com o PSB e no caso do Rio Grande do Norte restaria apenas a Wilma de Faria, presidenta estadual da sigla, fazer palanque para Campos com uma candidatura novamente ao governo do Rio Grande do Norte.

Mas, conjecturando-se o “acordão”, isso seria tanto bom pra Henrique Alves, quanto para Wilma de Faria e para Fátima Bezerra. Henrique, porque veria o sonho de seu pai, Aluizio Alves, se realizar, ou seja, ver o filho candidato a governador e se possível eleito. Wilma de Faria, porque há tempos vem dizendo que será candidata a deputada federal, embora a gente sabe que a política é movida por conveniências. E Fátima Bezerra, porque agora é a vez dela, porquanto o cenário lhe é favorável a uma candidatura ao Senado.

Mas, e a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) e o vice-governador Robinson Faria (PSD), rompido com o governo e hoje oposição, como ficariam neste acordão? Uma pergunta pertinente!

No caso de Rosalba, restaria a candidatura a reeleição, caso se recupere do desgaste político-administrativo que enfrenta, e cuja recuperação está apostando tudo no presidente da Câmara, Henrique Alves, hoje seu aliado. Contudo, com a possibilidade de se abrir uma janela para troca de partido, como está sendo analisado na Câmara, a Rosa pode vir a se filiar ao PMDB. Seria a candidata do PMDB, então? Não, não acredito. Acho que aí ela sairia candidata a federal abrindo mão da reeleição para uma candidatura de Henrique Alves ao governo.

Já Robinson Faria, num eventual acordão, também não acredito que ousasse sair candidato a governador sem o apoio de nenhum cacique da política potiguar. Seria mais provável alinhar-se ao acordão e tentar novamente a Assembleia Legislativa, mantendo a candidatura de seu filho, Fábio Faria, a reeleição para deputado federal. Ou, em última hipótese, servir como guarda-chuva novamente saindo candidato a vice de Henrique.

Tudo isso são conjecturas que não podemos desprezar, pois que a política é movida por interesses pessoais que no fim das contas têm que agradar as conveniências de momento. E 2014 pode ser um momento para agregar as forças políticas do estado em torno de um projeto único, reeleger Dilma Ruosseff presidenta do Brasil. A conferir!

 

 

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