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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Uma nota que mais parece uma carta de seguro

Estranho, muito estranho mesmo a nota pública que a vice-prefeita de Natal e ex-governadora do Rio Grande do Norte, Wilma de Faria (PSB), fez chegar à imprensa, através de sua assessoria. O texto tem como título “Wilma emite Nota sobre nomeação de Procurador Geral do MP”.

Confesso que não entendi o por que desta nota, até porque no mesmo texto ela – Wilma – diz esperar que a atual governadora do estado, Rosalba Ciarlini (DEM) “não retroceda” no processo de escolha do novo procurador-geral do estado, quando todos sabemos que a governadora fez chegar ontem à imprensa que indicará para o cargo o promotor de Justiça Rinaldo Reis, o mais votado na eleição interna do MP. Sendo assim, não se justifica essa “cobrança” de Wilma de Faria e o fato de dizer que o seu governo foi o mais investigado pelo MP e o que investiu mais na instituição.

Tivemos o governo mais fiscalizado da história recente do RN. O MP teve total liberdade de atuação e foi na nossa gestão, com recursos repassados pelo Executivo, que a instituição conquistou o grande salto de estruturação, com expansão e grande melhoria nas condições operacionais.

Numa análise mais apurada sobre a nota da ex-governadora isso me parece mais uma “carta de seguro”. Wilma enfatiza na nota “avanço em sua gestão, quando a nomeação passou a acatar decisão da instituição”. Até aí tudo bem, há de se reconhecer isso. Mas, e essa “jogada na cara” do MP?

Sintomático o fato de nos últimos dias o escândalo do foliaduto ter retornado as folhas e ao noticiário online, quando no início deste mês, o Ministério Público de Contas, pelo seu procurador Carlos Roberto Galvão Barros, concluiu parecer sobre a Inspeção Extraordinária realizada pelo Tribunal de Contas, na Fundação José Augusto, nos exercícios de 2003 a 2006, esquema que ficou conhecido como foliaduto, no primeiro governo Wilma de Faria. O processo consta de 68 volumes. Embora o relatório de Inspeção Extraordinária, inspeção do Corpo Instrutivo do TCE, aponte para a responsabilização exclusiva de François Silvestre de Alencar, então diretor da FJA, “nada obstante, exime a responsabilidade das demais pessoas que atuaram na ordenação de despesas” disse o procurador Carlos Roberto Galvão.

É claro que essa posição não é a do MP o qual investigou o foliaduto, e sim do procurador do Ministério Público de Contas. Aliás, sobre isso, François Silvestre chegou a colocar no seu blog hospedado no portal Noar, a seguinte nota:

– O “parecer circunstanciado” do promotor público, junto ao TCE, deve fazer parte dessa estratégia.

François Silvestre, ex-presidente da FJA no primeiro governo Wilma de Faria (PSB), analisava reportagem publicada na edição do dia 8 de abril de  O Jornal de Hoje, sobre a possibilidade de Wilma concorrer novamente ao governo do estado.

Portanto, se a intenção de Wilma de Faria em publicar uma nota para enaltecer o seu gesto, enquanto governadora, de mudar a prerrogativa de escolha para procurador-geral do estado, o objetivo deixou margens de dúvidas no que parece também uma “carta de seguro” diante da possibilidade de sair novamente candidata à governadora e ao resultado final do processo do foliaduto.

Aliás, bom que se diga que François Silvestre vem utilizando o seu blog para desabafar. Ainda ontem chegou a dizer que teve a sorte dos inocentes, não lhe puseram na mesa entre outros papéis para assinar.

 Que provavelmente assinaria. Só que um episódio anterior, de uma grana de um milhão de reais, para uma escola de samba do Rio de janeiro, que me chamou a atenção, não assinei e cobrei do governo, talvez explique o comportamentoAcho que por isso não se arriscaram a por o Foliaduto para minha assinatura.

E não se diga que estou fazendo ilações. Estou falando com base em fatos recentes!

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