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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

Voltando pra casa

O MPL (Movimento Passe Livre) iniciado em São Paulo e que pedia a redução das tarifas dos transportes coletivos (trens, metrô e ônibus) está voltando pra casa. Seus líderes disseram que os objetivos foram alcançados – ao menos em parte – já que não querem só a redução no preço das passagens, mas conforme o próprio nome do movimento diz querem sim o passe livre para estudantes e desempregados, além disso pedem ainda um transporte público de qualidade. Os líderes do movimento falam ainda que apesar da retirada não vão perder o foco dos protestos.

Fato é que os protestos devem continuar. E não vejo nenhum golpe no ar, como pregam alarmistas de plantão. Vejo sim, arruaceiros, baderneiros, bandidos que tentam desarticular os movimentos de rua com vandalismo. E nisso a própria presidenta Dilma concorda. Como enxergar um golpe se a própria esquerda está indo as ruas protestar. O protesto, é bom que se entenda, não é contra o governo especificamente. É contra a inércia da classe política diante de problemas que se acumulam e nada fazem como a violência, a corrupção, a impunidade etc e tal. Isso é pregar um golpe? Não vejo como! Isso é exercer o direito a cidadania, sem baderna, claro.

Ninguém, pelo menos a maioria, não está ali para pedir o impeachement de Dilma, até porque não há motivos pra isso, caso diferente de Fernando Collor. É verdade que existem pessoas insatisfeitas com o governo, mas a maioria não. A insatisfação é geral contra a classe política como um todo principalmente os congressistas. Isso está claro. É verdade que há abusos nas manifestações, mas, repito, parte de baderneiros. Não se muda um país provocando baderna.

A continuar os protestos se deve ter cuidado com o que estão pregando. Falo daqueles que consideram que há um golpe no ar. Não há clima pra isso, a menos que se crie e aí não é o povo que está criando isso. Vejo apenas que a baderna por parte de uma minoria é que está criando a desordem. Contudo, a presidenta Dilma deve se pronunciar hoje sobre o assunto. É a grande autoridade e tem legitimidade pra falar.

Votei em Lula em todas as eleições em que ele participou. Votei em Dilma e certamente votarei na sua reeleição. Falo aqui como cidadão-eleitor e jornalista. A leitura que faço neste momento é que o povo tem todo o direito de ir as ruas protestar contra o que acha errado, independente de bandeira política-partidária. O que não pode ocorrer e não se deve aceitar é a baderna. Aliás, sobre isso, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou hoje no Bom Dia Brasil:

– Pessoalmente, eu tinha defendido o direito dos manifestantes pacificamente veicularem suas reivindicações no espírito democrático e continuarei a fazê-lo. Agora, a partir do momento em que a violência é utilizada dessa forma assim gratuita, eu acho que uma mensagem de repúdio muito firme tem que ser transmitida, declarou Antonio Patriota.

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