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Baú de um Repórter

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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Editorial

E o deputado evangélico, será ou não julgado pela AL?

Um dia após O Jornal de Hoje trazer à baila a informação em manchete de primeira página de que o deputado evangélico Antônio Jácome (PMN), está sendo acusado pela Assembléia de Deus no Rio Grande do Norte de ter cometido adultério e de provocar um aborto e que pelos atos cometidos também perdeu o título de pastor de sua igreja, confesso que não ouvi falar nem li nada sobre a posição da Assembléia Legislativa sobre o caso.

Será que o parlamentar, se provado a denúncia, claro, não merece ir à Comissão de Ética, se é que ela existe na Casa? Ouvi dizer que não existe por lá essa Comissão. O que, de certa forma, é tão grave quanto o supoto ato do deputado de ter incentivado um aborto, certamente de um futuro filho numa relação extraconjugal, o que a Assembléia De Deus, igreja a qual pertence, ou pertencia o deputado, não o poupou. Aliás, nesse ponto os católicos são mais flexíveis.

Bom, mas voltando a Comissão de Ética. Entendo que, se provado mesmo, repito, que o deputado Antônio Jácome incentivou um aborto, ele não deixou de faltar com o decoro parlamentar. Muitos dirão. Mas o deputado quando incentivou o suposto aborto não estava na função parlamentar. E daí? A prática do aborto, por si só, já é considerado um crime no Brasil. E se a iniciativa de mandá-lo praticar partiu de um deputado, pior ainda.

Se a própria comissão de pastores, após colher depoimentos e examinar provas das denúncias contra o deputado e membro destacado da Assembléia de Deus, estabeleceu a data de 15 de março último para que ele prestasse esclarecimentos e fizesse sua defesa,  mas, em vez de atender à comissão, Antônio Jácome preferiu enviar à direção da igreja, por meio de advogado, uma carta contendo sua confissão, na qual teria admitido o cometimento dos fatos denunciados e pedido perdão, segundo o jornal, por que  então a Assembléia Legislativa não leva a julgamento este parlamentar?

Com a confissão do deputado, a diretoria da Assembléia de Deus, em concordância com a Comissão Disciplinar, aplicou a punição institucional. E aí, a Assembléia, não de Deus, mas a Legislativa não vai também apurar o fato? Ou o corporativismo vai prevalecer neste caso? Aliás, a Comissão de Ética, se é que ela existe no Legislativo estadual do Rio Grande do Norte, não deixa de ser um fórum de defesa para o parlamentar. A conferir!

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