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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Tolerância zero aos radicais
Tolerância zero para os radicais que não estão acostumados com a democracia onde impera a diversidade de valores e a liberdade de expressão. No momento em que volta à tona a discussão da redução da maioridade penal em virtude principalmente dos últimos acontecimentos envolvendo menores em crimes hediondos, ministros de Estado, caso do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho que classificou como fascistas as saídas apresentadas a favor da redução da maioridade penal, levam a que pessoas intolerantes pensem da mesma forma e usem as redes sociais para agredir pessoas que sequer conhecem.
Passei por esta experiência ontem simplesmente porque publiquei no meu blog – um espaço independente onde costumo emitir opiniões – o resultado de uma pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira onde revela que mais de 90% dos brasileiros querem a redução da maioridade penal. Um cidadão, se é que posso chamá-lo assim, entrou no twitter para me agredir verbalmente. Deixei a sua grosseira mensagem no meu espaço de interações para poder respondê-la hoje, o que estou fazendo. Veja o que disse o “pacato cidadão”:
Enfia essa pesquisa no cu RT @blogdobarbosa Pesquisa revela que 90% dos brasileiros querem redução da maioridade penal.
Pois muito bem: sou defensor da redução da maioridade penal, já expressei isso em outras oportunidades, e acho que deve haver um plebiscito sobre o assunto para dar uma maior legitimidade à causa. Certamente o “pacato cidadão” que me agrediu no twitter com palavras chulas deve ser um desses “filósofos” que entendem que tamanha revolta revela a carga emocional que envolve o debate. A revolta, no caso, diz respeito aos que defendem a redução da maioridade penal. Ou por outra, ele, o “pacato cidadão”, não sabe ainda o amplo significado de democracia. Acho que mais correto é pensar desta forma, pois que pessoas assim não não sabem respeitar a diversidade de opiniões.
Num país onde a impunidade impera não é surpresa nenhuma se usar as redes sociais para agredir as pessoas gratuitamente.
Fato é que a sociedade não aguenta mais a inércia dos governos no combate a violência onde menores infratores estão se aproveitando disso e cometendo crimes hediondos porque sabem que estão protegidos pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), com base no caduco Código Penal Brasileiro que data de 1940 e que diz que a maioridade penal é a partir dos 18 anos.
Prova maior do que estou dizendo é que a Câmara já estuda a revogação do Estatuto do Desarmamento. Embora seja favorável ao estatuto, reconheço que a inércia dos governos no combate à criminalidade está levando ao cidadão a querer fazer justiça com as próprias mãos. Se o Estado não cuida da minha segurança, cuido eu, pensa hoje o brasileiro refém da bandidagem.
Já o “pacato cidadão” prefere expressar sua opinião contrária a redução da maioridade penal de forma chula e agressiva, diferentemente de pessoas civilizadas que embora discordem não ultrapassam os seus limites.
Enfim, tolerância zero aos radicais que não respeitam a opinião alheia!
Polemicas e grosserias à parte, o que é preciso, e com urgência, é que as autoridades encontrem uma maneira de fazer com que os menores e os maiores que praticam qualquer tipo de crime sejam punidos, da mesma forma que ocorre em países culturalmente mais adiantados. Não é incomum assistirmos na midia as condenações desses menores infratores da lei. O que ocorre no Brasil, talvez por nossa própria índole, é a tendência a minimizar atos infracionais cometidos por menores, a ponto dos profissionais do crime organizado e desorganizado terem se antecipado à justiça e terem passado a escravizar os menores para realizarem seus crimes. Talvez por serem imaturos, esses meninos e meninas tenham cometido tantos assassinatos, por descontrole emocional, agravado pela imaturidade e pelo efeito das drogas a que são condicionados a usar, antes de resolverem suas “paradas”. Urge uma nova legislação que contemple os deveres dos menores infratores. Urge que se saia do discurso de protecionismo, antes que mais vidas de menores, maiores e senis sejam ceifadas, sem que se tome qualquer providência para se voltar ao estado de ordem e bem estar social. Chega de boas intenções, de vontade de fazer o que não está sendo feito. Chega de discurso retórico, de propostas vazias. Vamos à ação, acabar com esta desordenada guerra civil!