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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
PT e MST nas ruas pode ser um equívoco
Posso me equivocar, mas acho que foi um erro do ex-presidente Lula ter convocado o “exército” do MST para lutar ao seu lado nas ruas, através da liderança de João Pedro Stédile em defesa da Petrobras e da presidenta Dilma.
Não se pode transformar o Brasil agora num palco de luta de classes. Vivemos numa democracia e como tal ela tem que ser respeitada. Se as pessoas estão criticando o governo têm lá suas razões. Isso faz parte do processo democrático, afinal, democracia pressupõe a convivência dos contrários.
Não se pode querer esconder o sol com a peneira. A eleição de Dilma dividiu o país e agora a presidenta se encontra num processo de desgaste. O escândalo na Petrobras, a alta dos preços nos alimentos, o reajuste no preço dos combustíveis, e agora da energia elétrica, além das mudanças anunciadas pelo governo na concessão de benefícios trabalhistas como o seguro-desemprego, abono salarial, pensão por morte e auxílio doença que desagradaram a classe sindical, com as centrais sindicais anunciando duas mobilizações unificadas em defesa do emprego e pela revogação das Medidas Provisórias que mudaram os benefícios, tudo isso junto mais a greve recente dos caminhoneiros, está levando um clima de incerteza no país.
A mobilização pelo impeachment da presidenta Dilma convocada para o próximo dia 15 já vinha sendo articulada nas redes sociais há muito. Já a mobilização convocada por Lula para os dias que antecedem a do impeachment – 13 e 14 – foi convocada na semana passada após um ato em defesa da Petrobras no Rio.
Considero um risco, repito, o PT e o MST irem pras ruas num confronto direto contra a manifestação pelo impeachment. Não falo do confronto corporal, pois que as manifestações serão em dias diferentes, mas no confronto com a sociedade, uma espécie de provocação contra quem está criticando o governo. Muitos dos eleitores, por exemplo, que votaram na reeleição de Dilma, não são petistas nem simpatizantes da sigla, mas votaram por achar que o PT, apesar de tudo, trouxe grandes avanços sociais. Isso é indiscutível. Mas, em contrapartida, muita coisa que Dilma prometeu em campanha não vem cumprindo neste início de governo.
Fato é que o governo Dilma está fragilizado na sua comunicação e o pior, não tem uma agenda positiva, e a oposição com os tucanos fazendo as vezes dos udenistas de décadas passadas se aproveita desse desgaste da presidenta para se juntar à parte da sociedade insatisfeita com a situação, pegando carona na manifestação programada para o dia 15.
Ressalto mais uma vez que o Brasil saiu dividido das urnas e agora a presidenta está perdendo popularidade, o que sugere que nenhuma manifestação de rua a favor dela, ao menos neste momento, surtirá o efeito desejado por Lula. Entendo também que as palavras do ex-presidente não soaram como tom ameaçador à democracia, como alguns insistem em dizer, mas como um desabafo num momento eufórico diante da situação que o governo petista e a Petrobras estão passando.
Contudo, continuo com o meu pensamento de achar ser um risco o PT e o MST irem as ruas.
A conferir!
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