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Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Eleições 2014: cientista político considera quadro bastante indefinido no RN, impossibilitando projeções firmes

Por Murillo de Aragão, no Blog do Noblat

Além da sucessão presidencial, um dos pontos fortes das eleições gerais de 2014 será a disputa pelos governos estaduais. Será a primeira eleição de grande porte com a participação de novos partidos como o PSD, a Rede de Marina e outros menos votados.

Apesar das novidades, levantamento realizado pela Arko Advice aponta que PT, PMDB, PSB e PSDB são os partidos com maior competitividade eleitoral nos estados, devendo disputar quem elegerá o maior número de governadores no pleito do próximo ano.

O PT é o favorito para vencer no Acre, em Goiás e no Rio Grande do Sul, tendo também boas possibilidades no Rio de Janeiro e em Mato Grosso do Sul. O PMDB, por sua vez, é o favorito para conquistar os governos do Amazonas, de Alagoas, Roraima e Tocantins. Os peemedebistas também são competitivos em Mato Grosso do Sul e no Rio de Janeiro.

O PSB, outro importante partido, é o favorito para vencer as eleições estaduais no Ceará, no Espírito Santo, na Paraíba e em Pernambuco. E o PSDB, a principal legenda de oposição, é competitivo no Pará, no Paraná e em São Paulo. No Rio, pode compor com Cesar Maia para ter um palanque forte para Eduardo Campos.

Vale mencionar a competitividade eleitoral de outros partidos. O PP aparece com força em Alagoas; o PSOL, no Amapá; o PCdoB, no Maranhão; o PR, em Mato Grosso; e o PSD, em Santa Catarina. No cenário atual, há cinco estados (Bahia, Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Norte), mais o Distrito Federal, em que o quadro está bastante indefinido, impossibilitando projeções firmes.

O fato de PT, PMDB, PSB e PSDB serem os partidos mais competitivos não surpreende. PT e PMDB representam as duas principais agremiações da base de sustentação do bem-avaliado governo Dilma Rousseff. Além disso, o PT possui um eleitorado potencial de cerca de 1/3, enquanto o PMDB é a legenda mais forte do país nos estados e municípios, em função de seu tamanho enquanto organização partidária e também pela força político-eleitoral de seus líderes regionais.

O PSB, por sua vez, liderado pelo governador Eduardo Campos (PE), ingressou recentemente no grupo dos chamados “grandes partidos”. Depois de eleger, em 2010, juntamente com o PSDB, o maior número de governadores, os socialistas emplacaram, em 2012, o maior número de prefeitos nas capitais. O PSB foi o partido que, proporcionalmente, mais cresceu. Já o PSDB, em que pese a perda de tamanho desde as eleições gerais de 2002, ano em que passou para a oposição ao governo federal, permanece como o maior e principal antagonista do PT na política brasileira.

Assim, apesar das novidades representadas pelos novos partidos, o quadro partidário que sair de 2014 deve manter a tendência verificada na eleição municipal. A maior novidade deve ser o fortalecimento do PSB e, quem sabe, o robustecimento do PSD no Congresso. PT e PMDB devem continuar predominante no Legislativo tendo PSDB e PSB como forças intermediárias.

* Murillo de Aragão é cientista político

Em tempo: Leia Editorial sobre as eleições no RN publicado ontem clicando Aqui

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