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Embate de Bolsonaros: antes de Michelle x Flávio, Carlos já enfrentou Rogéria, a própria mãe; relembre

Está no g1

O desentendimento entre Michelle Bolsonaro [1] e o senador Flávio Bolsonaro, evidenciado pela publicação de um vídeo pela primeira-dama nas redes sociais, [2] trouxe à tona um histórico de conflito familiar envolvendo o clã Bolsonaro.

No último episódio do podcast O Assunto, Bernardo Mello Franco, colunista do jornal O Globo e da rádio CBN, relembrou que não é a primeira vez que Jair Bolsonaro prioriza politicamente um dos filhos em detrimento da companheira.

Em 2000, Jair Bolsonaro exercia seus primeiros mandatos como deputado federal pelo Rio de Janeiro e passava pelo processo de separação de Rogéria Bolsonaro, mãe de Carlos, Flávio e Eduardo Bolsonaro.

Rogéria era vereadora e disputava a reeleição para um terceiro mandato na Câmara Municipal do Rio. Em vez de apoiar a então esposa, Bolsonaro lançou Carlos, que tinha 17 anos, para disputar contra própria mãe.

Carlos foi eleito e Rogéria não conseguiu se reeleger.

“De certa forma, é a mesma coisa que está acontecendo agora, com a diferença de que Michelle nem mãe dos filhos de Jair Bolsonaro é. Do ponto de vista dos irmãos, parece que, desde o começo, já estava claro que ela seria preterida nessa disputa”, afirmou Franco.

Política em família

Para analistas, o projeto político de Jair Bolsonaro sempre teve um caráter familiar, com os filhos Flávio, Carlos e Eduardo desde sempre sendo preparados para sucedê-lo no poder.

Um dos episódios mais simbólicos dessa dinâmica ocorreu na posse presidencial de 2019, quando Carlos Bolsonaro acompanhou o casal presidencial, Jair e Michele, no desfile em carro aberto. [3] O gesto reforçou a posição dos filhos como os principais herdeiros políticos do então presidente.

No entanto, a ascensão de Michelle Bolsonaro como liderança dentro do bolsonarismo, especialmente após sua passagem pela Presidência, não fazia parte desse plano e acabou alimentando disputas internas por espaço.

“A Michelle hoje é uma dirigente partidária. Ela comanda o PL Mulher e tem uma grande verba partidária para viajar pelo país e promover atos de filiação. De fato, ela trabalha não apenas para se eleger senadora pelo Distrito Federal, mas também para construir uma bancada própria, formada por mulheres e por mulheres evangélicas”, afirma Bernardo Mello Franco;

” Portanto, por trás de Michelle há um projeto político próprio, que disputa espaço com o projeto político dos filhos de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse.

Foto reproduzida da Internet

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