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Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manifestar incômodo com a tentativa de Jair Bolsonaro (PL) explorar politicamente a repatriação dos brasileiros que estavam retidos em Gaza, o Planalto está preparando uma ofensiva para desconstruir a narrativa bolsonarista.
“Lula resiste em realizar um evento de grandes proporções. Por ora, está previsto que ele receba o grupo para um café da manhã e tire fotos. A ordem na Secom (Secretaria de Comunicação Social) é de grande movimentação nas redes sociais do governo”, destaca o jornalista Ricardo Noblat [1] em sua coluna no Metrópoles.
A narrativa fantasiosa surgiu após Bolsonaro se encontrar com o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, na Câmara dos Deputados [2], na semana passada. Zonshine é conhecido por suas ligações com a extrema direita e o encontro teve como objetivo apresentar aos parlamentares imagens veiculadas por Israel sobre um ataque atribuído ao grupo Hamas, datado de 7 de outubro. Segundo a versão bolsonarista, teria sido neste encontro resolvida a questão dos brasileiros em Gaza. >>> Após deixarem Gaza, brasileiros agradecem esforços de Lula e da diplomacia brasileira: “obrigado, presidente” (vídeo) [3]
A reação no governo Lula foi imediata, com a primeira-dama, Janja da Silva, defendendo o trabalho do Itamaraty. Em uma postagem no X (antigo Twitter), ela declarou que a “única verdade é essa aqui”, enfatizando que a diplomacia brasileira, sob orientação do presidente Lula, trabalhou para liberar os brasileiros retidos em Gaza.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também negou categoricamente que Jair Bolsonaro tenha tido qualquer influência no processo de liberação dos 32 brasileiros [4]que estavam presos na Faixa de Gaza desde o início dos bombardeios de Israel ao enclave palestino e qualificou a narrativa bolsonarista como “desinformação”.
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Foto: Ricardo Stuckert/PR