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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), desmentiu nesta quinta-feira (15) que esteja negociando um acordo com o governo para que seja poupado no Conselho de Ética da Casa e, em contrapartida, barre a eventual abertura de um processo de impeachment contra a presidente Dilma Ruosseff. Ele também negou haver qualquer articulação com a oposição, que o tem apoiado em troca de dar seguimento ao impeachment.
Nos últimos dias, segundo o Blog do Camarotti, com o agravamento das denúncias contra ele, Cunha tem ensaiado uma aproximação com o governo para discutir a possibilidade de ter o seu mandato poupado no processo que responderá no colegiado por suposta quebra de decoro parlamentar. Até então, a estratégia do peemedebista era, respaldado pela oposição, pressionar o governo com a abertura de um processo de impeachment.
As informações acima constam do site G1.
No escambo de Brasília a moeda de troca chama-se barganha. Todos sabem, e não adianta a classe política negar que o toma-lá-da-cá vigora desde os tempos do Império. Improvável alguém pensar diferente. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que dias atrás se via acuado pelas denúncias contra a sua pessoa, embora negue, se ver agora “fortalecido” para barganhar o impeachment da presidenta Dilma.
O petista Tarso Genro, ex-governador e ex-ministro de Lula, colocou em sua conta no twitter a seguinte mensagem:
– Fazer este acordo, é ‘entregar a alma ao diabo’. É se colocar no mesmo nível dos defensores do impedimento, que tinham – até ontem – Cunha como o seu líder mais coerente e reconhecido”, disse Genro.
E completou:
– Fazer este acordo, é confirmar a tese da ‘grande mídia’, que a política não ‘vale a pena’ e que todos são iguais.
Tem razão Tarso Genro. Infelizmente a moeda-corrente em Brasília na seara política continua sendo a barganha.
Para Tarso Genro, que teve o seu desabafo republicano no Blog do Josias, o acerto com Cunha nivelaria o PT aos seus antagonistas: “Fazer este acordo é colocar, pela primeira vez, dentro da crise, a disputa política num outro nível: ou seja, a disputa entre duas ilegitimidades, que ficarão então registradas, tanto do governo como da oposição.”
Concordo. Afora as pedaladas fiscais que poderiam incriminar a presidenta Dilma e levá-la ao impeachment, e que mesmo assim tem o seu revés político, o que se observa é um jogo de cena entre governo e oposição representado por congressistas que usam a política de maneira pouco ortodoxa para se locupletarem.
E o admirável gado novo não enxerga isso.
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