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Editorial

O Brasil começa a trabalhar e urge a prisão de Bolsonaro

Sabem aquela velha máxima de que o Brasil só começa a trabalhar após o carnaval? É verdade! O brasileiro só começa a levar a coisa a sério depois da ressaca do período momesco. Pois muito bem: seguindo a velha máxima é preciso agora a justiça também fazer o seu trabalho, ou seja, pedir a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O jurista Fernando Augusto Fernandes afirmou, em entrevista ao programa Boa Noite 247, da TV 247 que as condições jurídicas para a decretação da prisão preventiva de Jair Bolsonaro estão se aproximando.

“Se nós formos falar de golpe, de resistência democrática, não é possível deixarmos de fora o sujeito que está sendo acusado – e nós sabemos publicamente – de ter sido o mentor da tentativa de golpe. Especialmente, quando a PF está fazendo um inquérito altamente aprofundado sobre essa liderança”, afirmou Fernandes.

Por outro lado, a investigação sobre uma tentativa de golpe de Estado no Brasil avançou consideravelmente, apertando o cerco contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso deve resultar na ação da Procuradoria-Geral da República oferecendo uma denúncia formal em breve, segundo  reportagem do jornal Valor.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que há elementos suficientemente fortes para uma possível ordem de prisão preventiva, especialmente após a divulgação do vídeo da reunião ministerial de 5 de julho de 2022. A ação da Polícia Federal, no âmbito da operação “Tempus Veritatis”, conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, visou Bolsonaro e seus principais aliados, resultando em prisões e detenções, incluindo a do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, por porte ilegal de arma.

Até o jornal conservador O jornal Estado de S. Paulo, em editorialavalia que o golpismo de Jair Bolsonaro já está demonstrado e que seu ato marcado para 25 de fevereiro, na Avenida Paulista, é um escárnio. “Bolsonaro é um golpista de corpo e alma. O mau militar, que deixou o Exército em desonra em 1988, nunca fez as pazes com a redemocratização do País. Desde então, Bolsonaro apenas passou a se servir da política como mero instrumento para continuar fazendo o que fora impedido de fazer nos quartéis: insuflar a baderna, tratar adversários como inimigos e usar a truculência para impor uma agenda – além, é claro, de enriquecer a família”, escreve o editorialista.

Portanto, repito, o Brasil começa a trabalhar e urge a prisão de Jair Messias Bolsonaro e todos os envolvidos na tentativa frustrada de golpe de Estado.

Foto reproduzida da Internet

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