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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Ricardo Lagreca
Chego hoje a um ponto de um caminho, que há setenta e cinco anos, consigo percorrer. Às vezes me sinto e posso até parecer cansado. Mas, logo como que ao acordar de um sono, fico novamente leve, feliz e continuo seguindo na estrada da nossa vida.
O ponto que agora chego é magnífico e curioso! Dele, posso abrir os olhos e ver o mundo que existe para a humanidade. Todavia, não posso entendê-lo por completo. Mas posso sim, desconfiar de como ele é. Acho que é naturalmente bom.
Ter o sentimento das coisas boas que podemos facilmente, ou as vezes com algum trabalho, trocar entre nós. Também das coisas ruins, que o próprio tempo nos ensina, que fazem parte do estado de estar vivo. Tudo isto são partes importantes na sua composição maior e que vão originar todas as outras.
Então, poderia até parecer, que tudo está completo. A partir desse ponto, nada mais existe a conquistar. Estou por consequência, na plenitude do orgulho, por lá ter chegado com esta consciência. Mas não! Está ainda muito distante de ser alcançado este fim.
E agora as distâncias entre eles, cada vez mais vão se alongando e o tempo que resta é bem menor. Contudo, há uma enorme riqueza dentro de nós que irá penetrar para aprofundar mais além, sobre o mundo em que vivemos e que ainda queremos decifrá-lo.
Quem sabe se mesmo assim, não é um tempo longo demais E por outro lado, ainda poderei cessar a minha desconfiança e passar a entendê-lo, se não todo, quase que por completo.
Assim corro o risco e como alguns poderiam dizer, seria melhor mesmo, não aparecer este momento. Ficar sempre com a desconfiança de como ele poderá ser. Talvez seja melhor. Pode também até fazer parte da esperança da vida. Outros, pensam que não. Deverá ser muito bom entendê-lo inteiramente. Algo muito grande e muito bom poderá explicar toda a sua complexidade e toda sua beleza.
*Ricardo Lagreca é médico cardiologista, professor aposentado da Faculdade de Medicina da UFRN e ex-secretário estadual de Saúde do RN
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