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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Artigo

Por uma saúde digna e cidadã

IMG_20150408_152630176por Ricardo Lagreca

As expectativas geradas em torno do meu nome na Saúde foram para mim muito honrosas. Ouvia sempre cumprimentos e um desejo de boa sorte. Passei a imaginar por que tanta preocupação e ao mesmo tempo me perguntar por que este componente da nossa vida ocupava tamanha importância que estava parecendo ter?

Após quatro meses de gestão ficou claro que era um aviso da complexidade maior da pasta com que iria me deparar, por sí só geradora de complexidade, mas ao mesmo tempo agregada a situações quase que singulares. Análise e planejamento passaram a ser meu principal instrumento de gestão. Nada que fosse realizado diferente teria sustentação. Seriam medidas transitórias que sempre voltariam cada vez mais dominadora, e senhora de um poder fundamentado no forte argumento de que não atendidas levariam a mortes.

Dispensas de licitações como processo regular e não excepcional, pagamentos de procedimentos fora do orçamento previamente definido e por indenizações, entrega de compras sem empenho da despesa, são amostras de como o planejamento pode evitar estas distorções, mas não ficou apenas nessa ortodoxia. Fui para a assistência, prevenção e promoção da saúde propriamente dita, suas razões principais. Neste aspecto procurei construir caminhos mais duradouros, já conhecidos na gestão passada. Refiro-me a regionalização, modelo lógico da distribuição geográfica, política, econômica e financeira de uma responsabilidade pela saúde da população, através de redes de atenção hierarquizadas.

Este processo está em forma de evolução e em breve teremos metas definidas para serem executadas. Esta sim, será uma medida duradoura que sustentará a resolutividade de cada região evitando a transferência e concentração de pacientes em  áreas mais populosas. Inclue todos os níveis de atenção, da básica a hospitalar, esta com hospitais de referências e outros chamados de essenciais ou estratégicos. Dentro desta política está a atenção materno infantil, corrigindo a peregrinação das gestantes e superlotações das maternidades em Natal. Já em maio daremos a Macaíba o direito de ter um ou uma macaibense lá nascido, fato que há quatro anos não acontece.

Quanto a superlotação dos hospitais Walfredo Gurgel e Deoclécio Marques foram tomadas medidas que deram resultados, mas como era de se esperar,  foram transitórias. A regionalização acompanhada da organização da rede local com o Hospital Terciário recebendo a complexidade neurológica, cardiovascular, abdominal, urológica todas hoje superlotando o HWG, resultará em uma única demanda para o Hospital do Trauma. Da mesma forma, o Deoclécio, hoje superlotado com pacientes clínicos, deverá ter o perfil de referência ortopédica atendido com a inauguração da UPA de Parnamirim, e dentro do contexto está incluído a atenção psicossocial e infantil.

Neste espaço de tempo me deparei com situações de desabastecimentos hospitalares decorrentes de cancelamentos de empenhos e certames licitatórios vazios, processos em recuperação das suas origens e ainda paralisações de serviços que necessitavam regularizar as suas cobranças e contratos. Estas coisas são difíceis de serem compreendidas, mas precisam ser socializadas.

Creio que tudo isto pensado e trabalhado, através de uma gestão participativa, haverá de promover uma saúde digna e cidadã para o povo do RN.

Ricardo Lagreca é secretário estadual de Saúde do Rio Grande do Norte

Artigo transcrito do jornal Tribuna do Norte

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