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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Artigo

Quando `jornalismo´ e piltantropia se confundem

por Carlos Alberto Barbosa

Fazer jornalismo sério, com ética, com parcimônia e sem pilantropia não é pra todos, nem pra qualquer um. Aliás, por falar em pilantropia – filantropia com pilantragem -, a palavra tá bem em voga, como diria meus avós.

O filósofo e escritor italiano Umberto Eco (in memorian), disse, certa vez, com a sua lucidez mordaz, que “as redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a humanidade. Então, eram rapidamente silenciados, mas, agora, têm o mesmo direito de falar que um prêmio Nobel. É a invasão dos imbecis”. Isso se aplica também ao tipo de jornalismo pilantrópico que alguns “jornalistas” insistem em fazer usando a blogosfera.

Quando não se usa os artifícios de secos e molhados, ou seja, de publicar qualquer besteira na blogosfera, se usa a pilantropia. É quando “jornalismo” e piltantropia se confundem.

Abaixo às armas que se amparam na pilantropia para fazer do jornalismo  um direito à opinião do arbítrio. Jornalismo não se faz com raiva, com rancor, como que algumas vivandeiras do poder o fazem. Jornalismo é informação, é opinião, mesmo que elas não agradem, mas, sobretudo, com seriedade e serenidade.

O mito da imparcialidade no jornalismo não existe. Contudo, a parcialidade não dá o direito do jornalista emitir opinião fundamentada na falsidade, na mentira, se arvorando do direito à liberdade de expressão. Jornalismo exige responsabilidade, do contrário melhor não exercer a profissão.

Por isso, repito, quando `jornalismo´ e piltantropia se confundem, melhor mesmo é vender secos e molhados como notícia.

Tenho dito!

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