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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

por Carlos Alberto Barbosa
O prefeito de Natal, Álvaro Dias, apesar de ser médico por profissão, parece que está usando a pandemia do coronavírus como bandeira de campanha, já que é candidato a reeleição. Suas críticas ao governo do estado quando diz que “tem se omitido no combate ao coronavírus” não procedem”.
O estado do Rio Grande do Norte, a bem da verdade, foi o primeiro da Federação a ter um protocolo clínico para o Novo Coronavírus. O documento fala sobre como diagnosticar, os critérios de internação, e precauções de contato. Como médico Álvaro Dias tem a obrigação de não desconhecer o protocolo. Já como prefeito, até por interesses outros, talvez ou certamente ignore. É mais conveniente.
Além disso, o governo divulga boletins diários com informações do ponto de vista epidemiológico sobre a pandemia no Rio Grande do Norte e realiza coletivas diárias com o secretário estadual de Saúde, Cipriano Maia ou o adjunto, Petrônio Spinelli, e outros membros do governo diretamente ligados ao combate a pandemia para tirar dúvidas da imprensa e esclarecer a população. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em parceria com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), também está disponibilizando o site COVID RN com informações, notícias e medidas preventivas tomadas pelo Governo do RN no combate à pandemia da Covid-19. Mas, parece também que o prefeito Álvaro Dias desconhece isso. Já o médico Álvaro Dias tem obrigação de conhecer e não se fazer de rogado.
Quanto a cobrança de que o governo não instalou um hospital de campanha, também não procede. O prefeito ignora que o governo do estado chegou a promover uma chamada pública, salvo engano, republicada em três ou quatro ocasiões, mas que pelas propostas das empresas que se apresentaram, com valores acima da da realidade, o governo optou por fazer um contrato com a Liga-Norteriograndense contra o Câncer que é uma unidade hospitalar filantrópica, ao contrário da prefeitura do Natal, que instalou o seu hospital de campanha, mas, o entanto, demorou a entrar em operação.
O motivo? Contração de uma empresa para prestar serviços de mão de obra terceirizada que tem como sócia uma pessoa ligada a família do prefeito Álvaro Dias que foi questionado pelo Ministério Público. No entanto, por meio de dispensa de licitação, a prefeitura do Natal contratou a mesma empresa com quem tinha suspendido contratação. Segundo o termo publicado no Diário Oficial do Município, a T&N Serviços em Saúde LTDA-EPP presta serviços de mão de obra terceirizada para o hospital de campanha e outras unidades de saúde no combate ao novo coronavírus ao custo total de R$ 18,6 milhões.
O prefeito Álvaro Dias confirmou que o primeiro processo que tinha sido realizado foi cancelado depois de divulgada a informação que entre os sócios havia uma pessoa que é casada com um cunhado seu. Conforme o prefeito, uma auditoria e pareceres da Controladoria e da Procuradoria do Município não constataram ilegalidade, mas o processo foi suspenso “por excesso de precaução”. Ah, sei!
Mas, o prefeito Álvaro Dias vai à imprensa, uma semana após ter se encontrado com o presidente Jair Bolsonaro, inclusive, postando fotos nas redes sociais, e diz que “o governo do estado tem se omitido no combate ao coronavírus”. E aí o secretário municipal de Saúde, George Antunes, que não tem papas na língua, em entrevista a uma emissora de televisão, dias depois, reafirmou a necessidade de se manter as medidas de isolamento social que desde o início da pandemia o governo do estado vem ressaltando.
Antunes criticou abertamente a reabertura de medida gradativa do comércio que, apesar da situação delicada que o sistema de saúde de Natal e do estado se encontra, o pico da pandemia ainda não chegou. “Se não se tomar uma medida já teremos um caos instalado nesta cidade”.Veja, caro leitor, que o secretário municipal de Saúde estava falando sobre Natal, numa crítica velada ao prefeito Álvaro Dias. George Antunes chegou a ficar demissionário, mas o médico, e não o prefeito Álvaro Dias, deve ter pedido para ele reconsiderar diante da situação calamitosa que vive a saúde pública no município, com UPAS e hospitais superlotados, inclusive, o hospital de campanha do município que demorou a entrar em operação.
Diante dos fatos, a foto que ilustra este artigo fala por si, pois que o presidente Bolsonaro defende a flexibilização do isolamento social com o comércio abrindo suas portas, já que a Covid-19 para ele é apenas uma “gripezinha”. Talvez o médico Álvaro Dias não concorde, mas o prefeito Álvaro Dias, certamente que sim.
Foto reproduzida da Internet
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