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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Artigo

Réveillons da insensatez em Pipa e São Miguel do Gostoso. Alô MP!

por Carlos Alberto Barbosa

Alô Ministério Público! Vamos agir antes que seja tarde. Não tem o menor cabimento as prefeituras de Tibau do Sul (Pipa), no litoral sul, e de São Miguel do Gostoso, litoral norte do Rio Grande do Norte, permitirem a realização de réveillons, quando a orientação do governo do estado é no sentido de cancelar qualquer tipo de festividade que possa aglomerar pessoas em virtude do recrudescimento da pandemia do coronavírus.

Se um dos mais tradicionais réveillon do mundo, o de Copacabana, com queima de fogos de artifício, que tem a presença de milhares de pessoas, inclusive turistas estrangeiros, foi cancelado pela prefeitura do Rio, por que é que os de Pipa e de Gostoso não podem ser cancelados? Falta bom senso por parte das prefeituras e dos organizadores dos eventos.

Alegar que todos os cuidados serão tomados para evitar a contaminação das pessoas é pura utopia. Onde já se viu após umas doses de bebida alcoólica, as pessoas terem o comportamento recomendado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), ou seja, de distanciamento social e uso de máscara? E os beijos e abraços dos casais como serão evitados? E os cumprimentos dos amigos que certamente estarão em grupos? Oa, ora, ora. Isso é pura insensatez!

É uma temeridade se promover réveillons numa hora em que a pandemia dá sinais de uma segunda onda com carga total. O Ministério Público do Rio Grande do Norte deve agir com rigor e proibir os eventos. O resultado das aglomerações das campanhas eleitorais principalmente no interior está aí para provar o que estou dizendo. O Rio Grande do Norte passou a figurar no mapa do aumento de casos Covid com hospitais tanto da rede pública quanto da rede privada, superlotados com pacientes com coronavírus, divulgados todos os dias pelo Consórcio de Mídias e o Jornal Nacional, coincidentemente após o período eleitoral, porque as pessoas foram pra passeatas e carreatas sem máscara e se aglomeraram.

Ou o MP age para coibir as festividades públicas de fim de ano, ou teremos em janeiro um quadro assombroso da pandemia no Rio Grande do Norte. Sem réveillons, o momento não é para festas, é preciso ter responsabilidades.

A conferir!

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One Response to Réveillons da insensatez em Pipa e São Miguel do Gostoso. Alô MP!

  1. Adriana disse:

    Verdadeiro absurda, estou incrédula! Cadê o MP?

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