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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Um Editorial mais que atual

Em fevereiro postei aqui no blog um Editorial sob o título “Nuvens sombrias sobre Brasília”. Um texto mais que atual. Confira, caro leitor!

Nuvens sombrias sobre Brasília

Ontem postei aqui neste espaço um artigo do jornalista Mino Carta publicado na revista CartaCapital, onde ele demonstrava uma certa preocupação com o segundo governo da presidenta Dilma Ruosseff. Dizia Mino Carta:

A torre de babel, emblema de uma ciclópica confusão, vale como metáfora da situação do Brasil neste exato instante. Vejamos. O PT em frangalhos a amargar uma monumental derrota parlamentar que entrega ao PMDB o comando do Congresso, com risco imponente para a continuidade do governo de Dilma Rousseff. O PSDB de Fernando Henrique a adubar a ideia do golpe via impeachment. O ajuste fiscal em pleno andamento com a tola promessa de ser pequeno enquanto o desemprego cresce e a recessão bate às portas. A Petrobras em crise aguda enquanto o juiz Moro estende o raio de ação da Operação Lava Jato em busca do epicentro da corrupção além das fronteiras da empresa petrolífera, nas próprias entranhas do poder. A iminência do drástico racionamento da água em São Paulo, ao passo que outros pontos cruciais sofrem a ameaça de serem logo engolidos pela calamidade. E a crise energética próxima da eclosão. 

Adiante Mino Carta relatava:

A presidenta age tardiamente ao exonerar a diretoria da Petrobras em peso. De fato, poderia ter tomado a decisão logo após a eleição, de sorte a evitar um desgaste ulterior. Passado pouco mais de um mês desde a posse, o governo parece carregar nos ombros a maldição de um longo percurso medíocre, quando não francamente malsucedido. Houvesse uma pesquisa, e fácil imaginá-la negativa para a presidenta. De agora em diante, ela não pode mais errar e sua chance é de tempo curto e ação imediata. 

Mino Carta tem isenção para falar sobre o assunto, até porque, a revista – CartaCapital -, onde ele é um dos sócios, defendeu abertamente em Editorial a candidatura de Dilma Ruosseff à reeleição. Portanto, merece todo o crédito o que ele diz a respeito do momento político que o Brasil atravessa.

De fato, desde Fernando Collor – que sofreu impeachment – que o nosso país não enfrentava momentos tão tenebrosos. Para ilustrar o que digo, hoje cedo na fila do supermercado ouvi atentamente – sem querer, claro, mas como a conversa rolava aos ouvidos de quem estivesse próximo – a confabulação de dois senhores. Um de meia idade e outro já idoso.

Um deles dizia:

– A coisa está ficando feia pros lados da presidente!

O seu interlocutor respondeu:

Ainda bem que não votei nela. 

Volta a palavra para o primeiro que afirma:

Isso é culpa da gente.

O segundo volta a resmungar:

Da gente não porque eu nunca votei no PT

O primeiro:

Quando digo da gente falo do povo do Nordeste que votou nela

O segundo:

Quero ver depois do Carnaval. Agora não porque o brasileiro vai esquecer por um momento. Mas depois do Carnaval você vai ver as manifestações nas ruas.

O primeiro:

É mesmo, com tudo subindo, gasolina, energia, esse escândalo da Petrobras (…)  que ela – a presidente – tirou a Forster mais colocou no lugar dela um outro igual (…)

Logo em seguida chegou a minha vez de ir ao caixa e não deu mais para apurar o restante da conversa.

Fato é que a oposição junto com a parte do PMDB que não admira muito a presidenta Dilma, vão fazer com que estas nuvens sombrias sobre Brasília virem uma tempestade, o que não é nada bom para o país que já enfrenta uma série de crises.

A conferir!

 

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