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Coletânea de Causos

Que causos são esses, Barbosa?

Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.

Editorial

Um Editorial mais que atual. Leia e confira, caro leitor!

por Carlos A. Barbosa | março 26, 2012 | Hora postada: 12:33

Pré-candidatos: fichas-sujas ou não, a maioria tá mal na foto

A rigor, a Lei da Ficha Limpa, que já vigora a partir das eleições deste ano, diz que ficam proibidos de se eleger por oito anos os políticos condenados pela Justiça em decisões colegiadas, cassados pela Justiça Eleitoral ou que renunciaram a cargo eletivo para evitar processo de cassação.

No caso das eleições para prefeito de Natal não há nenhum caso, pelo menos até agora, em que se possa colocar os pré-candidatos à sucessão municipal na situação de ficha-suja, dentre eles a própria prefeita Micarla de Sousa (PV), pré-candidata a reeleição, a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), outra que pode disputar o pleito mais uma vez, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) e os deputados estaduais Hermano Morais (PMDB) e Fernando Mineiro (PT).

No entanto, pesquisa recente encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio Grande do Norte – já abordei isso, clique Aqui para ver – revelou que 73,80% dos eleitores da capital potiguar não votariam para prefeito em candidatos que tenham ficha-suja, independente de ter sido condenado em primeira instância ou colegiado de juízes, na segunda hipótese, conforme a Lei da Ficha Limpa.

Ao pé da letra, a leitura que se faz é que o eleitor natalense não está disposto a dar o seu voto àquele candidato que de uma maneira ou de outra, embora não tenha ainda sido condenado em nenhuma instância judicial, cometeu algum tipo de improbidade administrativa. Sendo assim, na lista de pré-candidatos acima apenas os nomes de Hermano Morais e Fernando Mineiro figuram nesta situação. E Micarla? Bem, essa tem cometido improbidade administrativa uma atrás da outra, mas até agora nada pesa contra ela na Justiça.

Senão vejamos: A atual prefeita de Natal Micarla de Sousa, é verdade, não pesa nada contra ela no âmbito judicial. Em contrapartida, a sua administração tem um índice de rejeição que beira os 100%. Só isso basta para o eleitor não votar nela novamente. Já a ex-governadora Wilma de Faria, pesa contra ela uma denúncia do MP. A juíza titular da 6ª Vara Criminal de Natal, Emanuella Cristina Pereira Fernandes, recebeu a denúncia contra 27 envolvidos na chamada ‘Operação Sinal Fechado’, que investiga um suposto esquema de corrupção no Detran/RN, e entre os réus está Wilma de Faria. Segundo investigações da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, 34 pessoas se envolveram em esquemas de corrupção na autarquia, incluindo desde lideranças políticas, servidores, passando por empresários e advogados de pelo menos quatro estados brasileiros.

O deputado tucano Rogério Marinho é outro que pode se enrolar com a Justiça. No dia 13 de fevereiro último, o Ministério Público, através da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público ofereceu denúncia contra nove pessoas envolvidas com possíveis irregularidades em convênio firmado entre o estado e a Fecam/RN (Federação das Câmaras Municipais)  para instalação de Telecentros em vários municípios do Rio Grande do Norte. Os representantes do MP que subscreveram a peça pedem o recebimento da denúncia e a condenação das pessoas de: João Newton da Escóssia Júnior, administrador, presidente da Fecam que firmou o convênio; Washington Cavalcanti Dantas, diretor executivo da entidade e articulador do esquema; Francisco de Assis Araújo; André de Oliveira Barros, empresário; Marinaldo Pereira da Silva, empresário; Marli Pereira da Silva, comerciante; Nilza Correa da Costa, comerciante; Rilke Rainer Azevedo de Medeiros, motorista; e Domingos de Paiva Barreto.

Em tempo: Washington Cavalcanti Dantas é assessor do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). E mais: Tramita no STF Inquérito 2571 – corrupção passiva, contra o tucano. O procedimento corre em segredo de Justiça. Pra quem não lembra, isso remete ainda à primeira administração de Wilma de Faria quando prefeita de Natal em que Rogério Marinho era presidente da Urbana (Cia de serviços de Limpeza Urbana)

Contra Carlos Eduardo Alves, Micarla de Sousa já entrou com quatro ações contra o ex-prefeito o acusando de calúnia e difamação. Micarla pede uma indenização de R$ 50 mil em uma ação que tramita na 1ª Vara Cível, e em uma outra, processa criminalmente Carlos Eduardo por “injúria e difamação” na 7ª Vara Cível. Além disso, tem o caso dos medicamentos jogados fora na gestão do pedetista que até hoje não ficou bem explicado.

E sobre Hermano Morais e Fernando Mineiro? Bem, estes dois parecem navegar em céu de brigadeiro contra o que se pode chamar de ficha-suja. A conferir!

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