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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
*Este Editorial foi postado no dia 17 de maio de 2013
Ninguém protesta para melhorar a qualidade do ensino na escola pública
O colega e amigo Juliano Freire postou ontem no twitter uma afirmação para reflexão nestes tempos de revolta e protesto de estudantes contra o reajuste na passagem de ônibus. Nada contra o protesto, observe-se!
Mas o que afirmou o jornalista Juliano Freire na rede social?
Juliano Freire @FreireJuliano4 min
Ninguém protesta para melhorar a qualidade do ensino na escola pública.
Pertinente a sua colocação do ponto de vista que nunca se viu, ao menos nos últimos anos e no século 21, uma revolta dos estudantes, maiores interessados, diga-se de passagem, quanto a má qualidade do ensino, sobretudo, do ensino público.
Por que não se manifestar nas redes sociais quanto a este assunto? Por que não cobrar dos nossos governantes uma melhor qualidade do ensino? Por que não sair as ruas com palavras de ordem e faixas cobrando a melhoria na qualidade do ensino que lhes é oferecido?
Importante ressaltar que a boa qualidade do ensino vai proporcionar a que estes estudantes que vão as ruas protestar contra o aumento do transporte coletivo, num futuro próximo, possam comprar o seu próprio carro e deixar de andar de busão. Sem um ensino de qualidade, difícil dizer o futuro destes jovens que hoje protestam contra o reajuste da tarifa do transporte coletivo. Que aliás, não é só aqui, isso ocorre nas capitais brasileiras. Da mesma forma o ensino de péssima qualidade.
É hora de uma reflexão: Será que as cotas nas universidades resolve o problema de quem vai as ruas protestar contra um reajuste de 10 centavos nas passagens de ônibus? Ou seria melhor cobrar dos governantes da hora um ensino realmente de qualidade, capaz de levar este mesmo estudante que depende de cotas para entrar na universidade pública, um aprendizado digno para que não dependa de “favores” dos governos para ter acesso ao ensino superior?
Concordo com o que Juliano Freire disse. E não se diga que sou contra o manifesto contra o reajuste do busão ou até mesmo reacionário ou coisa parecida. Apenas entendo que existe coisa mais urgente para se protestar, no caso contra a péssima qualidade do ensino. Mas parece que isso não está na pauta, não nos dias de hoje.
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