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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
Se existia alguma “bomba” para ser detonada sobre Natal como disse o delegado Júlio Rocha, titular da Dedepp [Delegacia Especial de Defesa do Patriônio Público], que está presidindo o inquérito policial das investigações sobre um suposto esquema de corrupção na Câmara Municipal de Natal, envolvendo pelo menos oito vereadores, essa “bomba” estourou agora com a transcrição de parte do depoimento do vereador Edivan Martins (PV), publicada ontem pelo jornal Correio da Tarde. E, certamente, essa “bomba” é o diálogo mantido entre Martins e o presidente da Casa, vereador Dickson Nasser (PSB), um dia antes da votação do projeto de lei do novo Plano Diretor de Natal.
Em determinado momento do depoimento, segundo a reportagem, o promotor de Justiça e do Patrimônio Público, Afonso de Ligório e o delegado Júlio Rocha, questionam Edivan Martins sobre uma conversa que teve com Dickson Nasser no dia 2 de julho, às 9h, em que o presidente da CMN teria salientado que a votação para derrubar os vetos do prefeito Carlos Eduardo (PSB) a três emendas do projeto de lei, era “um pedido dos meninos do Sinduscon”, que vem a ser o Sindicato da Indústria da Construção Civil, e que teriam solicitado também ao vereador do PV votar “naquela [emenda] da STTU [Secretaria de Trânsito e Transportes Urbanos], dando a entender, de acordo com o jornal, que o Sinduscon interferia de forma incisiva nas definições de matérias de seu interesse no Legislativo municipal.
É bom que se diga que o presidente do Sinduscon Sílvio Bezerra, logo após estourar o escândalo da Operação Impacto na Câmara Municipal de Natal, que virou notícia nacional, foi procurado pela Folha de S. Paulo e negou qualquer participação no esquema de pagamento de propina a vereadores para aprovar ou desaprovar emendas de interesse do sindicato. À imprensa local Bezerra também afirmou desconhecer o assunto. Agora, o diálodo entre Edivan Martins e Dickson Nasser revela outra coisa.
O fio da meada pode estar aí. Mas ainda é cedo para se afirmar alguma coisa porque as investigações ainda prosseguem. O blog, inclusive, tem informações que estavam pra ser pedidos novas quebras de sigilo telefônico e bancário dos envolvidos no caso. O fato é que esse diálogo leva a um novo rumo as investigações.
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