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Coletânea de Causos
Incentivado por amigos resolvi escrever também causos particulares vivenciados ao longo dos anos. Alguns relatos são hilários, e dignos de levar ao programa Que História é Essa, Porchat. Seguem os causos em forma de coletânea.
O ex-presidente da República e presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, em artigo [vê comentário abaixo] critica o discurso da oposição no Congresso, nos partidos e na mídia.
E tem razão o tucano. A começar pelos senadores José Agripino Maia (RN), líder do DEM, e Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB (Foto). Ambos só sabem fazer críticas convencionais ao governo Lula, e discutir a política no plano eleitoreiro.
Entende FHC que a oposição tem que começar a imprimir um discurso para sensibilizar o eleitorado. Claro, o ex-presidente da República sabe que Lula faz isso muito bem. O petista, até por emergir das classes menos favorecidas, fala o linguajar do povo. E é isso certamente que FHC quer da oposição, que dificilmente conseguirá.
Seria artificial Agripino ou Artur Virgílio na tribuna do Senado falando a linguagem do povão. Acho pouco provável que isso possa ocorrer. Daí a preocupação de FHC porque o discurso da oposição não chega ao eleitorado.
A crítica convencional e a discussão da política, como bem afirma FHC em seu artigo, já não chega mais aos ouvidos do povo. E sabe por que? Porque o povo entende que todo político calça 44 bico largo. Ou seja, é farinha do mesmo saco. E aí as palavras de Agripino e Arthur Virgílio contra Lula batem e voltam.
Do alto da sua sabedoria acadêmica, FHC sabe também que para se contrapor a Lula, que já definiu a sua candidata – Dilma Ruosseff, ministra-chefe da Casa Civil – à sua sucessão, a oposição terá o quanto antes de definir o seu candidato. Se José Serra, ou se Aécio Neves. Do contrário, está perdendo tempo com discursos que não conquistam o eleitorado, sobretudo, aquele eleitorado de poder aquisitivo menor, que não lê jornal, não vê telejornal e muito menos está ligado na TV Senado.
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