Artigo

Mídia tradicional atrás de um candidato para chamar de seu

por Carlos Alberto Barbosa

A Folha de S. Paulo, parece, quer transformar o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa (PSB), no seu candidato à Presidência da República. Após divulgar pesquisa Datafolha em que o nome de Barbosa consta sem sequer ter sido lançado pré-candidato ao cargo, o jornal saiu com esta hoje: “Datafolha faz rivais temerem que Barbosa se torne a ‘expressão do centro’”.

A mídia tradicional, na verdade, procura um candidato que possa chamar de seu. A Globo, por exemplo, tentou emplacar o apresentador Luciano Hulk. Deu com os burros n`água após se descobrir que Hulk teria comprado um jatinho com dinheiro financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O apresentador chegou até a se animar com a possibilidade de disputar à Presidência da República, mas desistiu.

O tucano Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, ao deixar o cargo perdeu o foro privilegiado. Antes de renunciar ao governo paulista, a investigação contra Alckmin corria em segredo de justiça no Superior Tribunal de Justiça. Enquanto governava o estado, o tucano foi apontado por delatores da Odebrecht por ter, supostamente, recebido R$10 milhões em caixa 2 para suas campanhas eleitorais em 2010 e 2014.

Outro que tem ou tinha a simpatia da mídia tradicional é o senador Aécio Neves. O tucano enfrentará uma situação delicada esta semana. O processo que pode levá-lo ao banco dos réus tem relação com o suposto pedido de propina de R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS, e com o que a PGR considerou uma tentativa de atrapalhar as investigações.

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), que desponta como segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto para presidente, já começa a enfrentar resistência da mídia. Na última sexta-feira (13), a Procuradoria Geral da República apresentou denúncia  contra o parlamentar pelo crime de racismo. O filho dele, o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) também foi denunciado por ameaçar uma jornalista.

O crime de racismo é inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão de 1 a 3 anos mais multa. Na denúncia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pede que Bolsonaro pague R$ 400 mil por danos morais coletivos. Mas a mídia tradicional já começa a desestabilizá-lo. Neste domingo o Fantástico, da Globo, deu amplo destaque à denúncia contra o filho de Bolsonaro, deputado Eduardo Bolsonaro.

A acusação contra Jair Bolsonaro é referente a supostas ofensas proferidas por telefone contra a população negra e indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas, durante palestra no Clube Hebraica, no Rio de Janeiro, em abril do ano passado.

Já contra o seu filho, diz respeito a ameaças a uma jornalista. “Sua otária! Quem você pensa que é? Tá se achando demais. Se você falar mais alguma coisa eu acabo com sua vida”, conversa gravada no celular pela jornalista e levada ao ar ontem no Fantástico através de vídeo.

Para a mídia tradicional, sobram ainda dois candidatos que correm por fora: o ex-presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o empresário Flávio Rocha (PRB). Até agora nenhuma das duas candidaturas decolaram. Certamente esteja aí o por que da mídia tradicional não querer apostar nelas. Daí, a Folha querer transformar Joaquim Barbosa no candidato do centro-direita.

A conferir!

Foto reproduzida da Internet

 

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